Zika: OMS recomenda mais proteção sexual

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reforçou as recomendações de proteção sexual, no âmbito de seu plano de ação contra o zika. De acordo com um comunicado publicado pela instituição, as pessoas, tanto homens quanto mulheres, que voltarem das regiões afetadas pelo vírus devem proteger-se sexualmente durante seis meses e não apenas por oito semanas. A regra vale para quem apresentar sintomas ou não da infecção viral, ou se há ou não a intenção de engravidar.

Até então, as orientações da entidade eram voltadas apenas para homens que visitaram locais onde há transmissão do vírus e determinavam um período de oito semanas para sexo seguro ou abstinência em caso dele não apresentar sintomas, ou de seis meses em caso de quadro viral compatível com zika. De acordo com a OMS, a mudança se baseou em novas evidências de transmissão do vírus de homens assintomáticos para suas parceiras e de mulheres sintomáticas para seus parceiros. Há ainda, segundo a OMS, evidências de que o vírus permanece mais tem­po no sêmen do que se pensava, mas ainda não há consenso sobre a presença do zika na secreção vaginal.

A estratégia é mais uma clara evidência da preocupação da agência internacional sobre os riscos de transmissão sexual do vírus, principalmente em áreas não endêmicas para vetores, a exemplo do Aedes aegypti. Estudos internacionais já verificaram a presença do zika no sêmen humano por quase três meses após o fim dos sintomas do doente. Recentemente, ou­tra pesquisa feita por cientistas americanos conseguiu identificar grande reprodução, por dia, do vírus na vagina de camundongos fêmeas.

A experiência indicou que o patógeno pode se propagar dos genitais até o cérebro do feto provocando malformações, a exemplo da microcefalia. Ao infectá-las pela vagina, os cientistas comprovaram que os fetos se desenvolviam de maneira mais lenta que o normal e sofriam com infecção cerebral. Os testes mais uma vez alertaram para a necessidade do uso de camisinha durante a gestação, principalmente nos primeiros meses da gravidez. Contudo, é preciso mais estudos para comprovar se o mecanismo se repete em humanos.

Fonte: Folha de Pernambuco

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