Até o próximo dia 30, as famílias brasileiras contam com a oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes, a fim de protegê-los contra as doenças imunopreveníveis. Nesse período, Pernambuco disponibiliza cerca de 1,5 milhão de doses apenas para essa mobilização, batizada de Campanha Nacional de Multivacinação e que é destinada aos pequenos com menos de 5 anos, além de crianças e adolescentes de 9 anos a menores de 15 anos. Na capital pernambucana, o público-alvo da mobilização é formado por 249.529 pessoas.
Para completar o calendário de vacinação, a população infantojuvenil pode ir até um dos 170 postos do Recife onde as doses são disponibilizadas, entre Unidades de Saúde da Família, Unidades Básicas Tradicionais, Policlínicas e Upinhas. Enfermeira do posto de saúde da comunidade do Poço da Panela, na Zona Norte do Recife, Cristiane Albuquerque explica que, para se imunizar, é preciso levar a caderneta de vacinação. “Para quem perdeu o documento, fica mais difícil. Mas quando há acompanhamento pelo posto em que vai se vacinar, é possível ver o espelho de vacinas no registro e criar um novo cartão”, diz Cristiane.
Entre as doses disponibilizadas para os menores de 5 anos, estão as seguintes vacinas: BCG, pentavalente, VIP e VOP (poliomielite), rotavírus humano, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral, tetra viral e DTP (difteria, tétano e coqueluche). Para as crianças e adolescentes de 9 a menores de 15, estão disponíveis tríplice viral, dT (difteria e tétano) e HPV. No próximo sábado, será o Dia D de Vacinação, com o objetivo de conscientizar sobre a importância de manter o cartão vacinal atualizado.
O casal Isabelle Barbosa e Fernando Anacleto levaram o filho de um 1 e 4 meses, Fernando Neto, para atualizar as vacinas na Policlínica Albert Sabin, no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife. Na ocasião, o menino recebeu as seguintes vacinas: tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), DTP, hepatite A, poliomielite e gripe. “Ele tinha algumas desatualizadas, mas a maioria das vacinas está no tempo certo. Foi bom para se certificar de que tudo está correto”, comentou o pai, Fernando Anacleto. O gerente de restaurante Claudemir Falcão levou a filha, Beatriz, 9 anos, para receber a vacina contra o vírus HPV (protege contra câncer de colo do útero) na Policlínica Albert Sabin. “Está na época da imunização. Aproveitei para trazê-la durante a campanha”, contou Claudemir.
Nos postos de saúde da família (PSF), o atendimento começa às 7h e vai até as 16h (pode fechar no horário do almoço). Em outras unidades, como a Policlínica Lessa de Andrade, no bairro da Madalena, Zona Oeste da cidade, o atendimento segue até as 17h, sem parada para intervalos.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo, é estabelecido o número de doses para cada vacina, a idade mínima e a máxima para receber cada dose e os intervalos ideais entre elas. “Se um esquema vacinal não for completado ou for realizado no tempo inadequado, a pessoa não ficará imune às doenças. Caso haja alguma dúvida, nossa indicação é ir a um posto de saúde, sempre munido da caderneta de vacinação para que um profissional analise se será necessária a aplicação de alguma dose”, ressalta Ana Catarina.
Pessoas com alergias graves (anafilaxias), com doenças febris graves e em tratamento com medicamentos em doses imunossupressoras não devem ser vacinadas. Já mulheres que amamentam não podem se imunizar contra febre amarela.
Fonte: Jornal do Commercio



