BRASÍLIA (Folhapress) – O Ministério da Saúde anunciou ontem mudanças no programa Mais Médicos. As medidas incluem o reajuste no valor da bolsa paga a todos os profissionais do programa, que passa de R$ 10.570 para R$ 11.520, a liberação do ingresso de médicos brasileiros formados na Bolívia e Paraguai e a diminuição no número de profissionais cubanos a partir de 2017 – a estimativa do Governo Federal é que até quatro mil cubanos sejam substituídos nos próximos três anos. Segundo o ministro Ricardo Barros, a ideia a partir das novas medidas é estimular a participação de brasileiros no Mais Médicos, hoje composto em maioria por profissionais cubanos vindos por meio de uma cooperação com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). Essa “troca” de médicos cubanos por brasileiros, no entanto, não ocorrerá de forma imediata. Neste ano, profissionais cubanos que encerramos contratos no Mais Médicos serão substituídos por outros profissionais do mesmo País. A expectativa é que os novos médicos estejam no Brasil até dezembro. Já em 2017, a previsão é que cerca de 2 mil de um total de 5 mil vagas de médicos cubanos que encerram sua participação no programa já seja destinada a brasileiros. A oferta ocorrerá por meio de editais. De acordo com o Ministério, tratam se de vagas “com maior potencial” para atraírem brasileiros, por estarem em locais menos distantes e com maior infraestrutura. A exceção ocorrerá para aqueles que atuam em municípios menores ou em distritos indígenas, regiões com menor interesse para brasileiros, e também para cubanos que se casaram ou reconheceram união estável no Brasil. Nestes casos, será ofertada a possibilidade de prorrogar os contratos por mais três anos, informa o ministério. A substituição dos médicos cubanos, apesar de prevista, dependerá da vontade dos médicos brasileiros em ocupar as vagas ofertadas. Além da substituição “progressiva” dos médicos cubanos, o Mais Médicos também trará outra mudança: a possibilidade de que brasileiros formados em medicina na Bolívia e no Paraguai se inscrevam para atuar no Brasil por meio da iniciativa. Até então, as regras anteriores do programa impediama inscrição de profissionais oriundos de países com menos de 1,8 médicos a cada mil habitantes.
Fonte: Folha de Pernambuco



