Júri ouve viúva de médico

Após adiamento de uma semana, começou ontem, no Fórum de Jaboatão, o julgamento de dois dos cinco acusados de matar o médico Artur Eugênio de Azevedo, 35, cujo corpo foi encontrado em maio de 2014, no bairro de Comporta. O júri foi postergado porque um dos réus, Cláudio Amaro Gomes Júnior – filho do suposto mandante do crime – destituiu dois advogados e um terceiro defensor tirou licença médica. Lyferson Barbosa da Silva, outro acusado de participação, também está sendo julgado.
Marcada para as 9h, a sessão começou quase uma hora depois. No começo, foram confirmadas as defesas dos acusados e sorteados os jurados. Um dos depoimentos mais esperados foi o da viúva da vítima, a médica Carla Azevedo. Ela respondeu às perguntas do Ministério Público e da defesa. Contou sobre a vida de Artur e como o casal conheceu Cláudio Amaro Gomes, também médico. Ex-chefe de Artur, ele teria mandado matar o colega por desavenças profissionais.
Segundo Carla, ela e o marido moravam em São Paulo quando Artur foi contactado por Cláudio para fazer parte da sua equipe médica por meio de sociedade. Após um segundo contato, Artur aceitou o convite, mas só depois de alguns meses se mudou para o Recife. A viúva relatou que, após desentendimentos, a sociedade foi desfeita e Artur passou a sofrer represálias de Cláudio. “Rezei muito para que cada palavra que dissesse aqui fosse necessária para que a justiça seja feita”, falou.

Fonte: Diario de Pernambuco

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