Uma capacitação para os profissionais da saúde do estado e os que atuam em unidades prisionais com o intuito de identificar a hanseníase em seu estado inicial, principalmente em crianças de até 15 anos, está sendo realizada, na manhã desta segunda-feira (24), no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O evento vai até esta quarta-feira (27).
A ação promovida pelo Centro de Referência Nacional de Dermatologia Sanitária – Hanseníase, com apoio da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SDB-PE), chama atenção para que a estabilidade no número de casos da doença não necessariamente quer dizer o seu controle: “Precisamos ficar em alerta porque apesar dos números terem diminuído no Estado e no Brasil, precisamos questionar se houve realmente uma redução dos casos ou se existiram problemas na hora de diagnosticar a doença”, explica Marco Andrey Cipriani Frade, presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia.
Por isso, o objetivo da capacitação é diagnosticar a doença mais cedo, para tratar logo e diminuir os casos de complicações.
O presidente da SBH, ainda alerta que as crianças tem dois locais mais propícios de adquirir a doença: em casa, com outros integrantes da família, e na escola.
“Nós estamos trabalhando com a capacitação de profissionais de saúde e equipes do programa Saúde da Família para detectar a doença em menores de 15 anos. Essa força tarefa é para capacitar melhor os profissionais porque por trás da criança com a doença está um adulto sem tratamento transmitindo a hanseníase”, afirma a Gerente de vigilância das doenças transmitidas por microbactérias, Danyella Travassos.
Fonte: Folha de Pernambuco



