A esperança de vida ao nascer no Brasil alcançou 75 anos, 5 meses e 26 dias em 2015, aumento de 3 meses e 14 dias em relação ao ano anterior, segundo os dados das Tábuas Completas de Mortalidade divulgados ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os homens conseguiram aumentar mais a expectativa de vida do que as mulheres, mas ainda vivem sete anos menos do que elas. Para a população masculina, o aumento foi de 3 meses e 22 dias: de 71,6 anos em 2014 para 71,9 anos em 2015. Já para as mulheres, o ganho foi de 3 meses e 4 dias: de 78,8 anos para 79,1 anos. O resultado equivale a uma diferença de 18 dias entre os gêneros. “O cálculo tem como base um modelo de projeção, então ano a ano a expectativa de vida vai subindo. Se acontecer algo no caminho, só saberemos no Censo de 2020. Até lá a tendência é crescente”, explicou Fernando Albuquerque, gerente do Projeto Componentes da Dinâmica Demográfica, na Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.
Com a melhora, o Brasil avançou no ranking internacional de esperança de vida ao nascer, subindo da 72ª colocação em 2010 para a 62ª posição em 2015. O levantamento, divulgado a cada cinco anos pela Organização das Nações Unidas, inclui dados de 181 países.
O país também melhorou sua posição no ranking internacional de mortalidade infantil no período, saindo do 84º para 80º lugar. A taxa de mortalidade infantil (até que a criança complete um ano de idade) passou de 14,4 bebês a cada mil nascidos vivos em 2014 para 13,8 bebês em 2015. Apesar da melhora, o Brasil ainda está atrás de países vizinhos, como Uruguai, Argentina e até Venezuela, onde a taxa de mortalidade é de 12,96 óbitos a cada mil nascidos vivos. “No Japão, a mortalidade infantil é de 2 a cada mil nascidos”, lembrou Albuquerque.
A taxa de mortalidade na infância (crianças até 5 anos de idade) também caiu. Passou de 16,7 por mil em 2014 para 16,1 a cada mil em 2015. “A maioria das mortes ocorre no primeiro ano de vida. São causadas por doenças infecciosas, respiratórias, parasitárias, além de problemas genéticos, na gestação ou parto. Mas já melhorou muito nos últimos anos”, avaliou o gerente.
A Unidade da Federação com a maior expectativa de vida ao nascer em 2015 foi Santa Catarina, com 78,7 anos. O estado apresentou a mais elevada esperança de vida tanto para os homens (75,4 anos) quanto para as mulheres (82,1 anos). No outro extremo, o Maranhão teve a menor expectativa de vida ao nascer para a média de ambos os sexos, chegando apenas a 70,3 anos. A mais baixa esperança de vida para os homens foi a de Alagoas, de 66,5 anos. Roraima teve a menor expectativa de vida para as mulheres, de 74 anos. (AE)
Fonte: Diario de Pernambuco



