Queda dos mitos

Dois mitos dificultam a campanha para salvar quem vive à espera de um transplante no estado, dono de uma das maiores taxas de recusa de doação de órgãos no país. Convencer as famílias de que seus integrantes com morte encefálica não têm possibilidade de reviver e desconstruir a ideia de que os corpos ficarão deformados após a retirada dos órgãos serão resultados da persistência. Precisaremos de meses, anos. De campanhas midiáticas. E também de projetos específicos, a exemplo de escolas. Encontros sistemáticos com alunos, pais de alunos e professores, a partir de oficinas e conteúdos programáticos bem estruturadas, podem manter debates contínuos. Sem isso haverá dificuldade de atingirmos os padrões de outros estados. No Ceará, a taxa de recusa mensal em casos considerados aptos para doações oscila de 30% a 40%, enquanto Pernambuco, entre agosto e outubro deste ano, registrou de 50% a 60%. Bem mais distante é o nosso percentual do país referência em captação de órgãos, a Espanha, onde a taxa de recusa é de cerca de 20% dos casos aptos à doação.

Fonte: Diario de Pernambuco

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