Dia de prevenir o colesterol alto

Principal fator de risco para doenças e mortes cardiovasculares, o colesterol alto é uma doença silenciosa e que deve ser monitorada com mais cuidado pela população. E esqueça o mito que o mal acomete só quem esta acima do peso.

Pessoas magras também podem ter a taxa descompensada. Fatores externos como má alimentação e sedentarismo são grandes vilões para a enfermidade, mas há ainda predisposições hereditárias. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde identificou que quase 20 milhões de pessoas com mais de 18 anos de idade têm colesterol alto. Isso representa 12,5% da população adulta. Estudos mostram que 50% dos infartos e 25% dos AVCs podem ser atribuídos ao aumento do colesterol.

Nesta terça-feira (8), Dia Nacional de Combate ao Colesterol, ações de testagens acontecem no Hospital Dom Helder e drogarias credenciadas da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

O levantamento nacional aponta que entre o público com a taxa descompensada, a maioria é mulher. Cerca de 15% da população feminina adulta têm aumento de colesterol. Outro destaque é a idade. Entre as pessoas com mais de 60 anos, 25,9% apresentam altas taxas.

Enquanto apenas 2,8% dos jovens com idade entre 18 e 29 anos têm esse problema de saúde. A idosa Ana Bezerra Santos, 66 anos, se encaixa nesse perfil. Mesmo sem sobrepeso, os exames mostraram há alguns anos que o índice estava bem acima do recomendável. “Comecei há uns três meses atividade na academia para ajudar a diminuir a taxa, já perdi dois quilos. Vou repetir os exames logo para ver ser melhorou”, contou. Aliado aos exercícios vem a dieta para driblar os riscos que o excesso de colesterol pode trazer à saúde. A paciente ainda toma remédios para ajudar a baixar os níveis.

O cardiologista do Real Hospital Português (RHP) André Lafayette reitera que o tratamento requer mudança no estilo de vida como regra. “Melhora no estilo de vida é sempre recomendada, com dieta e exercícios. Já o uso de medicações é para situações bem pontuais e específicas, a depender do risco cardiovascular do paciente e do fato de já ter tido algum evento cardiovascular, como infarto e AVC”, disse.

O médico ainda explicou que, de forma geral, a condução das terapias leva a um controle. “Na maioria das vezes a gente não consegue identificar uma causa que, tratada, traga a cura da hipercolesterolmia (colesterol aumentado no sangue). Isso porque o aumento da taxa se mostra multifatorial. Por isso, costuma ser mais controle do que cura”, explicou.

Entre as ações de alerta para prevenção da doença e combate ao agravamento dos casos que podem levar a morte, o Hospital Dom Helder Câmara (HDH), referência em cardiologia na Mata Sul, está hoje com médicos orientado pacientes, acompanhantes e funcionários sobre a enfermidade. Uma nutricionista ainda irá palestrar sobre alimentação saudável e um educador físico explicará a importância de se ter uma vida ativa.

Já a Abrafarma estará com ações de testagem para colesterol em várias farmácias do Estado. Fecharam parceria com a ação as redes Permanente, Grupo DPSP, Raia Drogasil, Pague Menos, Extrafarma, Big Ben e Walmart. A iniciativa vai avaliar, na hora, pessoas por meio do Escore Risco (ER), um sistema que mede, classifica e fornece uma estimativa de risco, a partir dos resultados de testes de colesterol, pressão arterial, tabagismo e diabetes.

“O número de cirurgias de coração no Sistema Único de Saúde aumentou 16% em sete anos e as doenças cardiovasculares respondem por 30% das mortes no mundo. São dados que só reforçam a importância de ações educativas e as farmácias têm um papel fundamental nesse processo”, afirmou o presidente executivo da Abrafarma, Sergio Mena Barreto.

Fonte: Folha de Pernambuco

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