O Centro de Saúde Professor Monteiro de Morais, localizado no bairro de Beberibe, foi a unidade de saúde da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) escolhida pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e os Médicos da Rede Municipal de Saúde do Recife para fiscalizar na manhã desta terça-feira (30/10). A ação faz parte das mobilizações realizadas pela categoria, que está em greve por tempo indeterminado, como uma forma de mostrar as precariedades da saúde municipal.
Neste Centro de saúde encontramos uma série de irregularidades, como na maioria das outras unidades de saúde do Recife, visitadas anteriormente pelo Simepe. Antes mesmo de entrar no local, identificamos nos dois estacionamentos, localizados ao lado da unidade, o total abandono, com buracos na parede da estrutura do prédio; com lixo por todo lado, exalando mau cheiro; água parada, com sinais de dejetos; e o mato crescido, tornando-se um local propenso para reprodução de vetores e insetos causadores de doenças.
Dentro da unidade, nos deparamos com portas e fechaduras quebradas – inclusive as do banheiro feminino e masculino; rachaduras no teto; sala de curativo sem funcionar; ventilação natural inadequada, ventiladores quebrados e outros apenas com o local de encaixe na parede para os mesmos, fazendo com que os pacientes que aguardam medicamentos ou atendimentos usem papéis ou a própria receita para se abanarem; uma longa fila de espera para o atendimento na farmácia e uma sala de espera sem espaço suficiente para o público aguardar sentado.
“Como vamos falar de promoção e prevenção à saúde para um paciente que frequenta esse tipo de unidade de saúde? O que vemos é o abandono da Prefeitura, que fecha os olhos para a saúde municipal. Nós, médicos, estamos lutando por condições de trabalho para a categoria, como também de atendimento, para que o paciente possa ser bem assistido pela equipe de saúde”, destaca a vice-presidente do Simepe, Claudia Beatriz.
Com foco na segurança e requalificação das unidades de saúde, abastecimento de medicamentos e insumos, reajuste das escalas médicas e cumprimento do Termo de Compromisso firmado com a gestão em janeiro deste ano, os médicos do Recife estão em greve há 39 dias.
A categoria se reúne em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) nesta quarta-feira (31/10), às 9h, na Associação Médica de Pernambuco (AMPE), para decidir os rumos do movimento grevista.















