Segundo Ministério da Saúde, localidade tem índice de 9,9, enquanto média da capital é de 1,9. Eliminar focos do inseto dentro de casa ajuda a combater transmissão de doenças.
Dos 94 bairros do Recife, a Várzea, na Zona Oeste, tem o maior risco de transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o índice de infestação na capital pernambucana é de 1,9, número considerado médio, enquanto, na Várzea, a estatística sobe para 9,9, um nível considerado muito alto.
Confira os bairros com alto índice de infestação do Aedes aegypti
Várzea – 9,9 (muito alto)
Dois Irmãos – 9,6 (muito alto)
Sítio dos Pintos – 9,6 (muito alto)
Jordão – 8,4 (muito alto)
Casa Amarela – 7,9 (muito alto)
“Acreditamos que o racionamento leva as pessoas a acumular água. É uma prática nossa mapear as infestações e os adoecimentos e, por isso, direcionamos as nossas ações para os bairros de maiores indicadores”, afirma o gerente de vigilância ambiental da Prefeitura do Recife, Jurandir Almeida.
Ainda de acordo com o representante da prefeitura, 80% focos estão em locais em que a água é destinada ao uso, como caixas d’água, baldes e tonéis. Outros 20% estão em locais ocasionais, como garrafas e até mesmo tampinhas de garrafa. “É aí que vem a contribuição da chuva, com as pequenas poças que se formam”, afirma.
Cobrir caixas d’água de maneira adequada e virar a “boca” de garrafas de vidro em direção ao chão são algumas das medidas que podem ser adotadas no combate ao mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
“É importante intensificar essas ações e receber bem o agente de saúde em casa, porque é um profissional capacitado para identificar focos de dengue que não são facilmente vistos pelos moradores”, diz Almeida.
Cálculo
O mapeamento de infestação de Aedes aegypti identifica os criadouros predominantes e aponta a situação de cada município. De acordo com o Ministério da Saúde, ele permite o direcionamento das ações de controle em áreas mais críticas.
Fonte: G1



