Na unidade de saúde, pacientes ficam em macas no chão e são abanados com pedaços de papelão. À noite, a queixa é de muitos mosquitos.
Pacientes e acompanhantes denunciam superlotação, calor e falta de camas na emergência do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. Por meio de imagens enviadas ao WhatsApp da TV Globo, é possível ver doentes, em macas no chão, sendo abanados com o auxílio de pedaços de papelão.
“Estamos aqui desde segunda passada. Viemos de Limoeiro [no Agreste], porque minha esposa está com uma pedra na vesícula e precisa da cirurgia, mas sempre dizem que tem alguém pior para ser atendido antes”, diz o motorista José de Aguiar.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/l/O/VRa5b7SlSQ2dwUnC5zKQ/macas-no-chao.jpg)
Ainda de acordo com o acompanhante, há vários pacientes no chão da emergência do HGV. “Aqui está muito quente e tem muitas muriçocas, à noite. O pessoal está todo no chão. Eu durmo numa cadeira, mas tem outros acompanhantes que dormem no chão”, afirma.
O motorista disse que não sabe mais o que fazer. “Minha esposa passou mal ontem, porque não aguenta mais ficar aqui”, declara.
Procurada pelo G1, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) reconheceu, por meio de nota, que existe uma demanda grande na emergência do HGV e que os casos mais graves são priorizados.
A SES afirmou, ainda, que “a situação se agrava, sobretudo nos fins de semana, pela inexistência, fechamento ou funcionamento parcial de serviços municipais”.
Entre a quarta (1º) e o domingo (5), 351 pessoas foram acolhidas na emergência da unidade de saúde, de acordo com a secretaria. No mesmo período, foram feitas 79 cirurgias.
Em relação às queixas sobre a estrutura do hospital, a secretaria informou que o espaço que abrigava a antiga emergência está passando por reformas. O setor, que tem capacidade para 72 pessoas, vai passar a ter 100 leitos. Ao todo, R$ 16 milhões foram investidos no serviço.
Problemas recorrentes
Em março deste ano, pacientes e acompanhantes reclamaram de superlotação na unidade de saúde. Os acompanhantes também criticaram a aglomeração de pacientes com várias doenças em um mesmo ambiente.
Em 2017, além dos leitos todos ocupados na época, havia pessoas em pé e uma grande circulação de gente na ala da emergência. (Veja vídeo acima)
Fonte: G1



