Pacientes fazem protesto na Farmácia do Estado e denunciam atraso na entrega de remédios

Alguns doentes que dependem de produtos fornecidos gratuitamente pelo governo alegam que pararam tratamento ou passaram a pagar pelos medicamentos.

Pacientes fazem protesto em frente à Farmácia do Estado, no Recife, pedindo regularidade no fornecimento de remédios — Foto: Reprodução/WhatsApp

Pacientes que recebem medicamentos gratuitamente do governo de Pernambuco realizaram, na manhã desta terça-feira (21), um protesto na frente da Farmácia do Estado, na área central do Recife. Eles denunciaram o atraso na entrega de remédios.

Segundo os manifestantes, alguns doentes tiveram que passar a pagar o tratamento ou interromper o uso de remédios. Vestindo roupas pretas, eles levaram cartazes e balões para cobrar a regularidade no fornecimento de produtos.

Os integrantes do grupo apontam que faltam substâncias para tratar doenças como lúpus, glaucoma e para pacientes transplantados. Quem tem diabetes também tem reclamado da falta de insumos.

“Estou há três meses sem conseguir insulina Lantus. Estou desempregada há quatro anos e não posso parar o tratamento. Infelizmente, é o meu pai que tem que me sustentar e comprar os medicamentos para mim”, reclama a paciente Leila Janaína Veloso.

A dona de casa Michele Correia afirma que a mãe, uma idosa de 70 anos, precisa de medicamentos para tratar uma fissura na coluna, mas os remédios estão em falta há três meses. Sem dinheiro para comprar o medicamento, que, segundo ela, custa mais de um salário mínimo, a paciente decidiu interromper o tratamento.

“Eu tenho que cuidar dos meus pais, levar os dois para fazer exames. Minha mãe é aposentada e recebe um salário mínimo, mas não tem condições de comprar o neoparatida, porque é muito caro. A gente vem até a Farmácia do Estado desde 2016, mas faz três meses que não tem”, afirma Michele.

O grupo também questiona a falta de pagamentos de funcionários terceirizados que atuam na Farmácia do Estado. “Eles nos dizem que estão há três meses sem receber salário e que não têm reajuste salarial desde 2017”, diz Leila.

O G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde, questionando as reclamações dos pacientes sobre a falta de medicamentos e o pagamento de funcionários terceirizados, e aguarda retorno.

Fonte: G1

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