R$ 1 milhão por danos morais

Brasília – A Justiça condenou o laboratório francês Sanofi-Aventis Farmacêutica a pagar R$ 1 milhão por danos morais a uma moradora de Taguatinga Norte (GO). A mulher de 40 anos sofreu uma reação alérgica ao tomar Novalgina, medicamento composto pelo princípio ativo dipirona. A empresa terá ainda de ressarcir todos os gastos com o tratamento da vítima, além de subsidiar procedimentos futuros e fornecer uma pensão alimentícia no valor de um salário mínimo nos próximos 20 anos.

Magnólia de Souza de Almeida apresentou a síndrome de Stevens Johnson e teve 90% do corpo queimado. Ficou cega e entrou em coma três vezes antes de passar por, pelo menos, 35 cirurgias ao ingerir dois comprimidos do remédio em 2007. O marido dela receberá R$ 300 mil por danos morais.

Em primeira instância, o juiz Omar Dantas Lima considerou provado que Magnólia teve a reação alérgica depois de tomar dois comprimidos de Novalgina. Além disso, a bula do medicamento informa que, em casos raros, pode ocorrer a síndrome, mas não explica do que se trata. Portanto, na visão de Lima, o texto não informava corretamente os riscos de ingerir o composto. A Sanofi-Aventis recorrerá da sentença.

Para o advogado do casal, Eduardo Lowenhaupt da Cunha, a conduta da empresa resultou em lesão corporal grave com dolo eventual (por assumir os riscos do dano). Segundo ele, como o medicamento continua no mercado e gera lucro para o laboratório, “é muito melhor pagar as indenizações a se adequar”. “No Brasil, morrem 1,2 mil pessoas por ano por conta dessa síndrome”. Magnólia se aposentou por conta do problema e ficou incapacitada de cuidar do filho.

Fonte: Diario de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas