Magnólia de Souza de Almeida apresentou a síndrome de Stevens Johnson e teve 90% do corpo queimado. Ficou cega e entrou em coma três vezes antes de passar por, pelo menos, 35 cirurgias ao ingerir dois comprimidos do remédio em 2007. O marido dela receberá R$ 300 mil por danos morais.
Em primeira instância, o juiz Omar Dantas Lima considerou provado que Magnólia teve a reação alérgica depois de tomar dois comprimidos de Novalgina. Além disso, a bula do medicamento informa que, em casos raros, pode ocorrer a síndrome, mas não explica do que se trata. Portanto, na visão de Lima, o texto não informava corretamente os riscos de ingerir o composto. A Sanofi-Aventis recorrerá da sentença.
Para o advogado do casal, Eduardo Lowenhaupt da Cunha, a conduta da empresa resultou em lesão corporal grave com dolo eventual (por assumir os riscos do dano). Segundo ele, como o medicamento continua no mercado e gera lucro para o laboratório, “é muito melhor pagar as indenizações a se adequar”. “No Brasil, morrem 1,2 mil pessoas por ano por conta dessa síndrome”. Magnólia se aposentou por conta do problema e ficou incapacitada de cuidar do filho.
Fonte: Diario de Pernambuco



