Paralelo ao início das atividades, será construído o prédio definitivo na área onde hoje funciona o estacionamento da Secretaria de Defesa Social (SDS), em Santo Amaro, área central da capital. As obras do novo laboratório estão avaliadas em R$ 2 milhões, enquanto os equipamentos custaram R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. Pernambuco não vai mais recorrer a outros Estados para fazer exames de DNA, garantiu o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio.
Cinco pessoas farão parte da equipe do laboratório, todas com especialização em genética forense. Os materiais utilizados são top de linha. É o que existe de mais novo na área, afirmou a perita criminal Sandra Santos, que assumiu ontem a gestão da unidade. Além da produção de laudos para investigações policiais, também queremos produzir pesquisas que ajudem a comunidade de peritos no Brasil inteiro, acrescentou Sandra Santos. Atualmente, Pernambuco é um dos sete Estados do País que não possui laboratório de DNA.
A nova estrutura vai permitir a realização de exames de identificação humana – para casos como o do adolescente Iury Wilker de Lima, 16, que ficou irreconhecível após ser assassinado durante uma rebelião na unidade da Funase de Abreu e Lima, em setembro – laudos de crimes sexuais e confronto de vestígios. Em casos de extrema urgência, como o acidente da Noar, em 2011, as amostras biológicas das vítimas seriam analisadas no Estado e não na Bahia, como aconteceu. Haverá mais agilidade nas respostas e vamos conseguir realizar um número maior de procedimentos, pontuou Sandra, que atua na área desde 2006.
Entre os aparelhos que já foram adquiridos está um analisador genético, capaz de sequenciar o DNA de suspeitos e vítimas com mais precisão e rapidez. Com o equipamento, será possível retirar material genético de qualquer fonte, desde sangue e tecidos moles, que são os tipos ideais de amostras, até ossos.
Damázio também informou que as obras dos complexos de Polícia Científica em Palmares, na Mata Sul, Caruaru, no Agreste, e Salgueiro, no Sertão, estão em andamento. O projeto do Recife, segundo o secretário, está sendo elaborado e o terreno já foi adquirido. Todos os investimentos estão sendo feitos para diminuir, cada vez mais, os índices de violência no Estado, disse o secretário.
Sobre as viaturas entregues ontem, 207 irão repor a antiga frota. Vinte Nissans Frontier serão utilizadas pelo Grupo de Ações Táticas Itinerantes (Gati). Os carros custarão, em média, R$ 521 mil por mês.
Fonte: Jornal do Commercio



