Fim de espera pelo laboratório de DNA

Com atraso de quatro meses, o laboratório de genética forense, capaz de realizar exames para a identificação de corpos através de DNA, finalmente sairá do papel. Previsto para ser entregue em julho, o espaço entra em atividade no próximo mês, em uma sede provisória localizada no bairro de Prazeres, na Área Integrada de Segurança (AIS) de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O governo do Estado divulgou a abertura da unidade, ontem, durante solenidade de entrega de 227 viaturas para a Polícia Militar e 30 motos para a Companhia Independente de Policiamento com Motocicletas (CIPMoto), no Centro de Convenções, em Olinda.

Paralelo ao início das atividades, será construído o prédio definitivo na área onde hoje funciona o estacionamento da Secretaria de Defesa Social (SDS), em Santo Amaro, área central da capital. As obras do novo laboratório estão avaliadas em R$ 2 milhões, enquanto os equipamentos custaram R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. “Pernambuco não vai mais recorrer a outros Estados para fazer exames de DNA”, garantiu o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio.

Cinco pessoas farão parte da equipe do laboratório, todas com especialização em genética forense. “Os materiais utilizados são top de linha. É o que existe de mais novo na área”, afirmou a perita criminal Sandra Santos, que assumiu ontem a gestão da unidade. “Além da produção de laudos para investigações policiais, também queremos produzir pesquisas que ajudem a comunidade de peritos no Brasil inteiro”, acrescentou Sandra Santos. Atualmente, Pernambuco é um dos sete Estados do País que não possui laboratório de DNA.

A nova estrutura vai permitir a realização de exames de identificação humana – para casos como o do adolescente Iury Wilker de Lima, 16, que ficou irreconhecível após ser assassinado durante uma rebelião na unidade da Funase de Abreu e Lima, em setembro – laudos de crimes sexuais e confronto de vestígios. Em casos de extrema urgência, como o acidente da Noar, em 2011, as amostras biológicas das vítimas seriam analisadas no Estado e não na Bahia, como aconteceu. “Haverá mais agilidade nas respostas e vamos conseguir realizar um número maior de procedimentos”, pontuou Sandra, que atua na área desde 2006.

Entre os aparelhos que já foram adquiridos está um analisador genético, capaz de sequenciar o DNA de suspeitos e vítimas com mais precisão e rapidez. Com o equipamento, será possível retirar material genético de qualquer fonte, desde sangue e tecidos moles, que são os tipos ideais de amostras, até ossos.

Damázio também informou que as obras dos complexos de Polícia Científica em Palmares, na Mata Sul, Caruaru, no Agreste, e Salgueiro, no Sertão, estão em andamento. O projeto do Recife, segundo o secretário, está sendo elaborado e o terreno já foi adquirido. “Todos os investimentos estão sendo feitos para diminuir, cada vez mais, os índices de violência no Estado”, disse o secretário.

Sobre as viaturas entregues ontem, 207 irão repor a antiga frota. Vinte Nissans Frontier serão utilizadas pelo Grupo de Ações Táticas Itinerantes (Gati). Os carros custarão, em média, R$ 521 mil por mês.

Fonte: Jornal do Commercio

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