No curso de décadas, desde a sua fundação, em 1950, pelo médio ortopedista Renato Bonfim, a Associação de Assistência à Criança defeituosa (AACD) tem prestado relevantes serviços na área da saúde ara milhares de pessoas no Recife de outras cidades. Tratar, reabilitar reintegrar, à sociedade, crianças, adolescentes e adultos portadores de deficiência física são suas principais atividades. A AACD foi criada após o médico Renato Bonfim ter realizado um estágio sobre Ortopedia Infantil nos Estados Unidos, onde teve oportunidade de conhecer vários centros e reabilitação para deficientes físicos. Existem características dignas de menção sobre os trabalhos desenvolvidos, entre os quais voluntários e ao fato de ser uma entidade sem fins lucrativos. Conforme mensagem publicada em 2014 pela Presidente Voluntária do Conselho de Administração, Regina Helena Scripilliti Velloso, ao longo dos anos, a instituição beneficiou aproximadamente 50 milhões de pessoas no País, direta ou indiretamente, e mais de 20 milhões de pacientes. Somente em 2014 foram realizados 1.379.051 atendimentos. Concretamente, as várias unidades da AACD conquistaram um conceito de referência no tratamento de pessoas com deficiência física de alta complexidade, consolidando um núcleo de excelência para médicos, terapeutas e professores. Texto da repórter Renata Coutinho, desta FOLHA, publicado na sextafeira, revela que a unidade da AACD Recife enfrenta sérios problemas de natureza financeira, capazes de encerrar suas atividades em razão do congelamento de fontes de receita do SUS, de um déficit de R$ 1,4 milhão nos nove primeiros meses deste ano, além de as doações terem se reduzido em 30%, compelindo a instituição a fazer cortes, desligando nove terapeutas, dois médicos e três funcionários na área administrativa. Apesar disso, ainda não houve prejuízo nos atendimentos, embora possa vir a ocorrer, causando bastante preocupação. Trata-se de uma situação delicada que exige a mobilização de amplos segmentos da sociedade, no sentido de preservar o funcionamento da unidade da AACD Recife, um centro de reabilitação física que atende 2,5 mil pacientes, mensalmente, responsável também por 12 mil consultas. Impõe-se, portanto, que a população tenha conhecimento da gravidade do problema, para que se solidarize concretamente, elevando o número de doações, atitude que somente engrandecerá àqueles que assim o fizerem em nome de uma causa mais do que justa.
Fonte: Folha de Pernambuco



