Cientistas disseram estar mais perto do desenvolvimento de uma vacina viável contra o ebola, após resultados promissores de um teste de fase 1, mas advertiram que ainda serão precisos meses antes de seu uso em campo, revela o New England Journal of Medicine. A notícia vem à tona em meio à pior epidemia na história da febre hemorrágica, que até agora matou cerca de 5,6 mil pessoas, a maioria no Oeste da África, e enquanto empresas farmacêuticas e agências de saúde lutam contra o tempo para aprovar rapidamente remédios experimentais e vacinas que possam auxiliar a conter o surto.
Na primeira fase de testes, 20 adultos tomaram injeções, divididas em doses maiores e menores da vacina, e todos desenvolveram os anticorpos necessários para combater o ebola, informaram os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), que conduziram o estudo.
“A escala sem precedentes da epidemia atual de ebola no Oeste da África intensificou os esforços para se desenvolver vacinas seguras e eficazes”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid), que desenvolve a vacina em conjunto com o laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline. As vacinas em desenvolvimento “podem agir para por um fim a esta epidemia e, sem dúvida, serão criticamente importantes na prevenção de futuros grandes surtos”, observou.
Mas a vacina ainda está longe de ser testada em campo. O Niaid está em ativa discussão com autoridades liberianas e outros parceiros sobre o próximo estágio dos testes com a vacina no Oeste da África para sua eficácia e segurança, acrescentaram os NIH, mas nenhum anúncio sobre testes de larga escala são aguardados antes do início de 2015. Não existe tratamento ou vacina licenciada contra o vírus.
Fonte: Diario de Pernambuco



