Em tempos de folia, a graça dá lugar ao terror nas maternidades públicas de Pernambuco, onde mulheres continuam penando para dar à luz seus filhos. O Sindicato dos Médicos vai encaminhar dossiê ao Ministério Público listando um rosário de problemas antigos e atuais, tais como número insuficiente de obstetras e neonatologistas nas escalas, plantões fechados ou registros e capacidade esgotada nas maternidades de alto risco.
Além de equipe insuficiente nesse serviço, há uma demanda excessiva pela ineficiência das redes municipais. Para piorar a situação, há três meses o Cisam (da UPE) fechou sua maternidade para reforma e ainda não abriu leitos provisórios em outro endereço. O Simepe quer audiência pública para discutir claramente com o Estado uma solução, antes que mais mulheres e crianças paguem com a própria vida.
Cláudia Beatriz, secretária-geral do Sindicato dos Médicos, comenta:
JC – Qual solução imediata defende?
CLAUDIA BEATRIZ – O Estado precisa convocar neonatologistas e fazer concurso imediato. O Cisam tem que colocar leitos para funcionar.
JC – Como estão as escalas?
CLAUDIA – No Barão de Lucena há dias em que em vez de cinco obstetras e cinco neonatologistas, só há três e dois respectivamente. O Agamenon já restringiu internamento por causa da superlotação da UTI e UCI neonatal.
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Fonte: Coluna Mais Saúde



