Ações para evitar doenças

Cerca de 90 profissionais da Secretaria Estadual de Saúde, vinculados a equipes de vigilância e assistência, estruturam ações de emergência em 16 municípios atingidos pelas enchentes. Ontem, em Rio Formoso, Zona da Mata Sul, o secretário da pasta, Iran Costa, coordenou ações de urgência na cidade, que teve o único hospital fechado devido aos estragos ocasionados pelas chuvas. “Alguns postos de saúde também ficaram totalmente inutilizados. Fornecemos, então, apoio para abertura de uma unidade de emergência, aberta em um posto na área central do município. Nosso objetivo é estruturar campanha de vacinação e prevenção de problemas de saúde (causados pelas chuvas), que vão acontecer em torno de uma semana a 15 dias depois (das inundações)”, destaca Iran Costa.

Entre as doenças que podem aparecer por causa das enchentes, segundo o secretário, estão leptospirose (provocada pelo contato da pele ou dos olhos com água ou lama contaminada) e tétano (infecção aguda e grave, causada por toxina que entra no organismo através de ferimentos ou lesões de pele).

Para minimizar os riscos de adoecimento das vítimas das chuvas, a SES tem enviado aos municípios vacinas contra difteria e tétano, hepatite B e antitetânica, além de soro contra mordida de cobra e animais peçonhentos. Também foi solicitado ao Ministério da Saúde uma força-tarefa para prestar apoio às regiões afetadas, o que inclui vacinas. “Em Rio Formoso, queremos garantir a instalação do Hospital de Campanha, que será responsável pelas atividades médicas, no município, nos próximos meses”, acrescenta Iran Costa. Já foi identificado, segundo a SES, o local para instalação da unidade, que será viabilizada pelo Exército e terá sala de triagem, espaço para nebulização, sala vermelha, posto de enfermagem e leitos de observação.

Ainda segundo a SES, as unidades de saúde da cidade de Belém de Maria, também na Mata Sul, foram afetadas pelas enchentes. A Unidade Mista Nossa Senhora de Lourdes está sem funcionar, assim como dois postos da atenção básica de saúde. Também por causa das fortes chuvas, cinco moradores (dois deles em hemodiálise) da Zona da Mata Sul foram transferidos de suas cidades para Palmares (onde funciona o Hospital Regional Sílvio Magalhães, que não foi afetado pelas enchentes) ou para o Recife.

As inundações levaram a secretaria a alertar a população para o cuidado no consumo de água. Se estiver contaminada, há o perigo da transmissão das hepatites A e E, febre tifoide e cólera, além das diarreias. Para diminuir os riscos das doenças causadas pelas chuvas, foi iniciada a distribuição de mais de 180 mil frascos de hipoclorito de sódio para as Secretarias Municipais de Saúde das cidades atingidas.

EDUCAÇÃO

Na Mata Sul, 36 das 51 escolas da rede estadual tiveram aulas ontem. Das 15 que ainda não retomaram, quatro servem de abrigo: Escola de Referência em Ensino Médio João Vicente de Queiroz, em Água Preta, Escola Estadual Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, Erem Monsenhor Abílio Américo Galvão, em Palmares, e Escola Estadual Joaquim Silvério Pimentel, em Rio Formo. Já a Estadual Professor Eliseu Pereira de Melo, em Palmares, e a Erem Wilson de Andrade Barreto, em Rio Formoso, que abrigavam famílias, foram liberadas e retomam as aulas hoje. As escolas estaduais da Mata Sul, que agrega 21 municípios, têm mais de 23 mil estudantes.

“Equipes foram determinadas por Mendonça Filho (ministro da Educação) para apoiar os municípios”, declarou o diretor de gestão, articulação e projetos educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Leandro José Franco Damy, à Rádio Jornal. Ele destacou que a orientação do ministro é agilizar projetos para autorizar as reformas. “Ainda é cedo para estimar custos, mas o MEC e o governo federal não vão medir esforços para restabelecer unidades escolares do Estado.”

Fonte: Jornal do Commercio

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