A nova ação de incentivo à internação de dependentes químicos em São Paulo continua sem nenhuma indicação de tratamento compulsório, mas chama a atenção pelo aumento no número de pessoas em busca de solução para parentes viciados em crack. Ontem, por exemplo, uma mãe esteve no Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod) com o filho acorrentado pedindo para ele ser recolhido. O desembargador Antônio Carlos Malheiros, coordenador da ação no Cratod, disse que situações como essa são recorrentes, mas, como não é necessário o aval da Justiça para a indicação do tratamento, não há um levantamento preciso sobre o crescimento da demanda.
A situação de Sônia Klein, 48 anos, ficou marcada como a mais emblemática do Cratod. A dona de casa chegou ao local com o filho de 22 anos acorrentado e explicou que preferia vê-lo preso que vagando na Cracolândia no meio de um monte de zumbis. Sônia contou que o filho já passou por quatro clínicas particulares, sem resultado. O filho, com pés e pernas machucados por causa das correntes, disse que, se não estivesse amarrado, fugiria. Entretanto, ele reconhece que a atitude da mãe é para o bem dele. A operação de combate ao crack continua em São Paulo sem data para acabar.
Fonte: Diario de Pernambuco



