Açúcar refinado: um mal “gostoso”

Ele adoça as bebidas, dá sabor à sobremesa e serve até mesmo para melhorar o aspecto visual dos bolos de ocasiões festivas. Mas também pode trazer armadilhas para a saúde e a boa forma. O açúcar refinado pode contribuir para obesidade, além de aumentar as chances, junto a outros fatores, para o surgimento de câncer em vários órgãos. Alergias e inflamações em muitas partes do corpo também são sintomas relacionados ao consumo do açúcar refinado.

Quanto mais claro e fino, mais prejudicial pode ser o açúcar, de acordo com a professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Michelle Galindo. “Quanto mais refinado, mais toxinas o açúcar recebeu, tornando-se ainda mais nocivo à saúde”, explica. É por isso que o açúcar mascavo é mais saudável, já que contém menos substâncias nocivas. “É importante lembrar que doenças mais graves, como o câncer, nunca têm o uso do açúcar como principal fator. Junto a outros elementos, como influência genética, no entanto, a chance de aparição de tumores pode ser aumentada”, ressalva.

O açúcar refinado tem, no entanto, suas vantagens. Além de ser mais fácil de diluir nas bebidas e alimentos e ter sabor mais agradável, o processo de refino ajuda a tirar as impurezas presentes no açúcar. “Ainda assim, essas vantagens não compensam os possíveis riscos”, alerta a nutricionista. Entretanto, para quem procura perder peso, o ideal é, realmente, tomar sucos sem açúcar, para sentir o gosto natural das frutas, de acordo com a dica da professora Michelle. “Eu sei que é um conselho difícil de ser seguido, já que as pessoas estão muito acostumadas com o paladar adocicado”, comenta.

Para acostumar o paladar sem o gostinho do açúcar, o ideal é que essa adaptação seja feita até os quatro anos de idade, já que é nesta fase da vída que este sentido é totalmente desenvolvido. “Neste período, se dá o que pode ser chamado de educação alimentar”, observa Michelle. Para quem não teve a chance de passar por esse tipo de adaptação na infância, o jeito é recorrer à reeducação alimentar, que pode ser feita em qualquer idade.

Foi isso o que fez a dona de casa Fátima de Oliveira, 58 anos. Além de abolir o açúcar, Fátima passou a comer, exclusivamente, grãos integrais. Tudo sob orientação de nutricionista. A dona de casa sofria com excesso de peso e tinha a taxa de glicemia elevada. Hoje, dois anos e meio após o início da reeducação, perdeu 12 quilos e teve sua taxa reduzida de 100 para 80 mg/dl. “No começo, tive um pouquinho de dificuldade, já que estava acostumada a tomar os sucos bem adoçados, mas hoje, já consigo me adaptar muito bem”, analisa. Além da reeducação alimentar, Fátima investiu na prática de atividades físicas e começou a malhar duas vezes por semana.

Fonte: Folha de Pernambuco

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