Acusado de mutilação é excluído

BRASÍLIA – O Ministério da Saúde informou que vai excluir do Mais Médicos um profissional investigado no Amazonas sob suspeita de mutilar 20 pacientes em cirurgias plásticas. Ex-deputado federal, Carlos Jorge Cury Mansilla se inscreveu no programa e foi selecionado para atuar em um posto de saúde de Águas Lindas de Goiás (GO), conforme noticiado ontem pelo jornal Correio Braziliense.

Lymark Kamaroff, advogado de Mansilla, diz que as acusações de mutilação são por descontentamento comum no resultado de cirurgias plásticas. Em Manaus, Mansilla – que exerceu o cargo de deputado federal em 1999, como suplente, pelo PPB – foi indiciado sob suspeita de causar danos físicos nas 20 pacientes.

Segundo o delegado Mariolino Brito, exames de corpo delito comprovaram a extensão das lesões. O Conselho de medicina do Amazonas pediu a interdição profissional de Mansilla por seis meses. Isso o impede de atuar como médico. Segundo o Conselho Federal de Medicina, a suspensão do Amazonas foi aplicada em 16 de julho, comunicada aos demais CRMs e disponibilizada no seu site desde então.

O Ministério da Saúde informou, porém, que Mansilla estava com o cadastro médico válido no momento da inscrição. Para isso, usou um registro do conselho de Rondônia, suspenso só anteontem.

Além de negar as acusações de mutilação, o advogado de Mansilla diz que a suspensão do registro no Amazonas e em Rondônia não impede seu cliente de atuar no Mais Médicos.

Fonte: JC

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