ADUSEPS quer bloqueio das contas do estado para garantir manutenção do sus

Suspensão de serviços em hospitais, fechamento de leitos, atrasos no pagamento de funcionários terceirizados e falta de medicamentos estão levando a Associação de Defesa dos Usuários de Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps) a pedir na Justiça o bloqueio, nas contas do governo de Pernambuco, dos valores destinados à saúde pública. O objetivo, segundo a entidade, é garantir a compra de remédios e o pagamento dos trabalhadores. O pedido, na forma de Ação Civil Pública, foi protocolado no último dia 30 de setembro, na Justiça Estadual.  Solicita “que sejam repassados às unidades do SUS – hospitais, clínicas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) – os devidos valores necessários a pagamentos de funcionários e fornecedores, compra de medicamentos e custeio de exames, tratamentos, cirurgias e outros procedimentos, garantindo aos cidadãos, maiores prejudicados, a assistência a que têm direito”.

“Onde está o dinheiro da saúde pública do Estado? É preciso que se faça esse bloqueio para que ele apareça. O caos está instalado, a quantidade de pessoas sem atendimento nas UPAs, no Imip e em toda a rede conveniada é imensa,”
Renê Patriota, coordenadora-executiva da Aduseps

Na ação, a Aduseps cita que oito instituições (Imip, Fundação Manoel da Silva Almeida / Maria Lucinda, Tricentenário, Santa Casa, Ipas, Apami, Fundação Altino Ventura e Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer), responsáveis pela gerência de 31 unidades de saúde, entre UPAs e hospitais,  alegam não ter condições financeiras de manter a qualidade no atendimento aos cidadãos, por conta da ausência ou atraso no repasse mensal dos recursos. Muitas têm reduzido o quadro de profissionais, como médicos e assistentes sociais.

Segundo Karla Guerra, assessora jurídica da Aduseps, na última semana a entidade deu entrada a três ações judiciais solicitando leitos de UTI. Estaria havendo problemas na Central de Regulação, que é operada com apoio de terceirizados, e a associação suspeita que hospitais privados também estejam se negando a atender doentes do SUS por não estarem recebendo pagamento do Estado. Negativas de atendimento domiciliar, cirurgias e de medicamentos também têm motivado ações da entidade contra o Estado, movidas a partir da escuta feita pela Ouvidoria Popular mantida pela ONG. Mais de 800 pedidos já foram protocolados na Justiça.

Fonte: Jornal do Commercio

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