Agamenon sofre com superlotação

Situação do hospital de Casa Amarela, no Recife, foi denunciada nas redes sociais pelo Simepe e Cremepe, que realizaram blitz na unidade

A superlotação na emergência do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), em Casa Amarela, impressiona. Em espaços destinados a vinte leitos, há dez ou mais improvisados. Macas no chão e puxadas por corda e infiltrações também denunciam o quadro. As imagens foram postadas nas redes sociais pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) após uma blitz. A visita reuniu dirigentes do sindicato e do Conselho Regional de Medicina em Pernambuco (Cremepe).

Acompanhando um irmão internado, Márcio Pimentel classificou a assistência prestada pelo hospital como boa, mas reclamou do excesso de atendimentos. Isso, segundo ele, seria o centro do problema. “Falta material porque é muita gente”, avaliou. Nos corredores, jovens e idosos em macas encostadas às paredes. Uma delas próxima ao banheiro.

“Tem que se tomar uma medida enérgica para restringir o atendimento”, defendeu o presidente do Cremepe, André Dubeaux. A blitz, realizada na manhã da última quinta-feira, teve as imagens divulgados no fim de semana. Para André, a solução no Agamenon Magalhães, o que se repete em outras unidades da capital, depende do controle do fluxo de paciente encaminhados do interior do estado para a capital. “O problema é antigo”, sentenciou. Isso, segundo André, já existia no hospital quando ele trabalhou na década de 1990. Precisamente de 1993 a 1999. “Mas não tão grave como agora”, completou.

Ao que viu, o presidente do sindicato, Tadeu Calheiros, sintetizou como o contrário de “tudo que se possa esperar de respeito ao cidadão”.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado reconheceu a superlotação nas emergência do hospital. No entanto, pontuou que o HAM “segue cumprindo seu papel de prestar assistência com prioridade para os casos mais graves, sem recusar pacientes que procura o serviço, mantendo as portas sempre abertas.” Por mês, mais de 5 mil pacientes são atendidos na emergência, além de quase 20 mil internações e mais de 200 mil procedimentos ambulatoriais por ano.

Ainda, segundo a nota, a unidade registra o aumento da procura pelos usuários. Tanto pela perda do plano de saúde de parte da população quanto pela localização geográfica da unidade, que facilita o acesso, além da baixa resolutividade da atenção básica e da excelência dos serviços ofertados pelas equipes multiprofissionais do HAM, que faz com que a população confie no serviço. Além disso, a secretaria afirma que a unidade está abastecida de insumos, com a maioria das escalas de profissionais completas e não há acomodação de pacientes em banheiros, nem no chão.

Fonte: Diario de Pernambuco (Impresso)

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