Alerta para casos graves de gripe

Pernambuco já notificou este ano 878 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desse total, 100 amostras foram positivas para um leque de vírus respiratórios, com 59 confirmações de influenza A H1N1. Outro destaque do boletim divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) são as 65 mortes decorrentes de SRAG (no mesmo período de 2015, houve 22 óbitos). Do total de mortes deste ano, 14 foram confirmadas para H1N1. O restante está em investigação.

“A mudança de padrão na gravidade é explicada pela volta da circulação do vírus. Embora ainda não se possa afirmar que as mortes em investigação estejam associadas a complicações decorrentes do vírus, a hipótese mais provável é que boa parte desses óbitos decorra do H1N1”, explica o epidemiologista George Dimech, diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Os casos de SRAG exigem internação. Os pacientes, que apresentam complicações de vírus e outros agentes infecciosos, têm como sintoma clássico o desconforto respiratório acompanhado de sinais da síndrome gripal. As formas mais graves de gripe relacionadas à SRAG são incomuns. A maioria da população tem forma atenuada de gripe, especialmente quando os municípios atingem uma cobertura vacinal satisfatória durante as campanhas, em torno de 80%.

Das 59 pessoas com SRAG associadas a H1N1, 17 (28,8%) são crianças com menos de 2 anos (faixa mais atingida por quadros graves da gripe por H1N1).

Fonte: Jornal do Commercio

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