Não somente do ponto de vista espiritual, mas nós, ocidentais, somos completamente diferentes das sociedades do Oriente também à essa e, sobretudo, na forma omo vemos a relação da coda com a saúde. Nos últimos anos, profissionais da área – nutricionistas e neutrólogos – e publicações especializadas vêm dando mais luz sobre o raciocínio alimentar dos povos orientais. Aqui, já falamos dos preceitos chineses. Hoje, é a vez de falar da ayurveda. O termo é ma palavra em sânscrito formada pela junção de duas artes: ayus – vida e veda – cohecimento, ciência. Objetivamente, é como se chama a medicina milenar na Índia. Ainda pouco comentada entre os recifenses, buscamos a palavra de uma especialista no ema. Ana Arruda é psicóloga, terapeuta e acupunturista, om formação pelo AVP Traiing Academy & Ayurveda ospital, em Coimbatore (Ínia), atende em dois consultórios na Zona Sul e Zona norte do Recife, e começa a clarear o conceito da ayurvea explicando os seus fundamentos. “A ayurveda vê o ser humano como único e seu principal objetivo é equilibrar corpo, mente e espírito, por meio do rejuvenescimento do organismo e do fortalecimento do sistema imunológico. O estado de saúde para não é apenas a ausência da doença, mas sim um bem-estar integral”, explica. Para entender melhor, Arruda explica a base da medicina indiana. “Tudo o que existe no planeta, inclusive o homem, é composto por cinco elementos: espaço [chamado éter], ar, fogo, terra e água. Da combinação deles, são construídos os três conjuntos de características físicas e psicológicas que dão origem a três perfis de seres humanos, os doshas Vata, Pitta e Kapha”, detalha Arruda. Ao longo da vida, ele (o dosha) sofre influências, obviamente, do correr do tempo, da rotina, da alimentação, podendo haver desequilíbrios orgânicos. Resgatar esse equilíbrio é um dos desafios da nutrição, digamos assim, na ayurveda.
O COMER
Na ayurveda, a alimentação não é baseada na quantidade de carboidratos, gorduras, proteínas, calorias, minerais e vitaminas ingeridos. A orientação alimentar é pautada nas características e necessidades individuais. Os alimentos são escolhidos de forma a trazer mais energia e equilíbrio ao organismo. Baseado no princípio “somos aquilo que comemos”, o nosso corpo fala, nos aponta o que nos faz bem e o que não faz. “A alimentação ayurvédica é preventiva e promove a auto-recuperação”, enfatiza a terapeuta. Existem seis sabores nos alimentos derivados da combinação dos cinco elementos da natureza, que formam os doshas. São eles doce, ácido, salgado, pungente, amargo e adstringente. Pacificam ou agravam a atividade dos doshas, logo, promovendo o equilíbrio ou desequilíbrio orgânico e mental. São chamadas qualidades (gunas, originalmente) outras características da comida, como temperatura (quentes ou frios), textura (secos ou oleosos), consistência (leves ou pesados). Resumindo, diz Ana, “nossas dietas alimentares básicas devem levar em consideração nossa constituição, a presença dos seis sabores e a qualidade dos alimentos”, finaliza a terapeuta em medicina indiana.
Fonte: Folha de Pernambuco



