Amamentação diminui riscos de câncer de mama

O Dia Mundial da Amamentação (terça-feira – 1/08) abriu a Semana Mundial da Amamentação, que se encerra no próximo dia 6 de agosto, com um “Mamaço” (ato público de mulheres que amamentam), em Belém. Criada pela World Alliance for Breastfeeding Action (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno), a data é celebrada anualmente desde 1992, por mais de 150 países, com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno – fundamental para a saúde dos bebês.

Mas, além de proteger os bebês, a amamentação é importante para a preservação da saúde da mulher: amamentar é sinônimo de reduzir os riscos do câncer de mama. O mastologista Fábio Botelho, médico oncologista do Centro de Tratamento Oncológico (CTO), destaca a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia de que as mulheres devem alimentar os bebês exclusivamente com o leite materno por pelo menos seis meses. A Organização Mundial de Saúde recomenda amamentar com leite materno, mesmo associado a outros alimentos, até os dois anos de idade.

Fábio Botelho explica que o aleitamento materno promove uma substituição de tecido glandular por gordura, nas mamas, o que garante uma proteção natural e diminui as chances de adquirir o câncer de mama. Essa proteção também está relacionada aos hormônios, uma vez que no período de gestação e amamentação a mulher tem menos hormônios que estariam relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama. Essa proteção, entretanto, deve estar sempre associada a outros hábitos de vida saudável, como não fumar, ter uma boa alimentação, praticar atividades físicas, manter-se com peso adequado e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Quanto maior o tempo que a mulher amamenta, maior é a proteção contra o câncer de mama. Em recente pesquisa, publicada na revista médica The Lancet, foram analisadas  informações de 47 estudos feitos em 30 países, com 50 mil mulheres com câncer de mama e 100 mil voluntárias saudáveis. Os pesquisadores calcularam que para cada ano que a mulher amamenta, seu risco de desenvolver câncer de mama diminui 4,3%.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma. Eles correspondem a cerca de 22% dos casos novos de câncer diagnosticados a cada ano, com 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil deverá registrar neste ano 596.070 novos casos de câncer. Entre as mulheres, são esperados 300.870 novos casos. A informação é do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que anunciou as estimativas nacionais e regionais de casos novos da doença para 2017. No Pará, é o segundo tipo de maior incidência entre as mulheres, atrás do câncer de colo de útero.

O diagnóstico tardio, ainda predominante no Brasil, aumenta muito a gravidade da doença e os índices de mortalidade. Em contrapartida, se o câncer de mama for diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é muito bom. As chances de cura são superiores a 90%.

Fonte: LeiaJá

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