Apernambucana MV está de olho no mercado externo. A empresa já atua em Angola, desde 2003, e agora mira a América Latina. Este ano ainda deve ser aberta uma unidade no Chile e depois as atenções vão se voltar para México e Colômbia. A MV fechou 2011 com um faturamento recorde de R$ 100 milhões e prevê um crescimento de 25% em 2012. Para tanto, pretende focar em quatro frentes: gestão hospitalar, novos negócios, aquisições e internacionalização.
“Fizemos um esforço grande de governança nos últimos anos para estruturar as filiais no Brasil. Em 2011, adquirimos a Hospdata, no Sul do Brasil, e nesse momento nos estruturamos para fazer mais negócios internacionais. Estamos em Angola, vamos instalar uma unidade no Chile este ano. México e Colômbia também nos interessam bastante”, diz o presidente da MV, Paulo Magnus.
A MV tem em carteira mais de 500 instituições de saúde, totalizando cerca de 200 mil usuários ativos. Em 2011 foram conquistados 70 novos clientes, entre hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs), unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades médicas, secretarias de saúde e operadoras de planos de saúde.
Entre os destaques estão os contratos firmados com as secretarias de saúde de Pernambuco, para a informatização dos seis grandes hospitais do estado, e do Tocantins, para integração de informações de 17 unidades. Para atender melhor os novos clientes, a empresa abriu novas filiais no Mato Grosso e no Tocantins.
Em Pernambuco, a MV atende cerca de 50 clientes, entre eles 14 UPAs. A UPA da Imbiribeira, inclusive, tornou-se um caso de sucesso enquanto unidade de saúde que funciona sem papel e uma das duas no estado com certificação nível 2 (Acreditado Pleno). “O objetivo é levar essa experiência para o país inteiro. Eliminar a papelada dá mais agilidade aos processos e libera para atendimento a área que hoje é utilizada para armazenamento de papel”, afirma Magnus.
No segmento privado, o Hospital Unimed Recife III é o primeiro do país a operar sem papel. Além da UPA da Imbiribeira e desse hospital, há um projeto piloto no Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, sob responsabilidade da unidade de negócios Green Soluções sem Papel.
Segundo Magnus, as soluções da MV são capazes de reduzir custos em até 30%, além de melhorar a produtividade. “Nas unidades com sistema MV, é impossível um paciente receber uma medicação diferente da que foi prescrita pelo médico, pois tudo é rastreado”, explica. Outra solução bastante utilizada no mercado é o prontuário eletrônico, adotada por mais de 100 mil médicos no país.
Em junho, a MV completa 25 anos e vai mudar de endereço. A empresa investiu R$ 8 milhões para transformar o antigo prédio do Outlet, no Ipsep, em um empresarial com dois hectares de área total. O espaço vai concentrar as áreas de desenvolvimento de sistemas, serviços, administrativa e comercial, que atualmente funcionam em três imóveis diferentes localizados em Boa Viagem.
Fonte: Diario de Pernambuco



