Segundo ele, o aumento do padrão de renda está levando as famílias a inserir mais produtos industrializados no cardápio diário. Em contrapartida, as frutas e verduras – principais fontes de nutrientes – estão sendo deixados de lado. Estudos comprovam que a falta de ferro, por exemplo, compromete o desenvolvimento cognitivo e a capacidade de aprendizado das crianças, problema que persiste na fase adulta. “A informação aumentou, mas, curiosamente, a anemia também. Foi feito o caminho inverso”, pontuou o pesquisador. A coordenadora do curso de nutrição da Uninassau, Cinthia Rodrigues, explicou que alimentos de origem animal e os legumes associados à vitamina C são duas armas para evitar a falta de ferro.
A deficiências de vitamina A, gerada pela má alimentação, é outro fator preocupante. Do total de meninos e meninas avaliados, 15,6% apresentavam o déficit. Entre os principais prejuízos à saúde está a chamada cegueira noturna, em que as crianças não conseguem uma boa adaptação visual em ambientes de baixa iluminação. Redução do olfato, paladar, ressecamento e infecção na pele são recorrentes. Aos adultos, ainda há a aceleração do envelhecimento. “A recomendação é de um cardápio diário variado”, informou Cinthia Rodrigues.
Mesmo quando não pode estar em casa no horário do almoço, por conta do trabalho, a empresária Roberta Araújo, 40, faz questão de acompanhar, diariamente, o cardápio que é servido para a filha Helena, de 3 anos. “Ela prefere doces e frituras, mas foi acostumada, desde os primeiros meses de vida, a comer frutas e verduras, por isso não tem muita rejeição. Está bastante saudável”, contou.
Fonte: Diario de Pernambuco



