ANS autoriza reajuste de até 13,55% aos planos de saúde

Quem é beneficiário de plano de saúde sabe como as mensalidades pesam no orçamento familiar. Pois essa carga eve aumentar nos próximos esses. A Agência Nacional de saúde Suplementar (ANS) fixou m 13,55% o reajuste máximo que as operadoras poderão plicar nos planos de saúde individuais e familiares contratados a partir de 1999. O aumento atingirá 8,6 milhões de beneficiários, o que representa 17% dos atuais 50,8 milhões e consumidores da assistência médica no País. A norma também abrange aluns contratos individuais firmados antes de 1° de janeiro e 1999. Isso ocorre quando as cláusulas não indicam expressamente o índice de preços, em os critérios a serem adoados nas correções das mensalidades. O aumento, no entanto, somente poderá ser aplicado a partir da data de aniversário do contrato. Se o reajuste não puder ser feito ainda este ano, no caso de contratos já vencidos, é possível fazer a cobrança retroativa de até quatro meses. Por exemplo, se o contrato venceu em maio e a fatura de junho já foi emitida sem o valor atualizado, a operadora poderá cobrar o retroativo por maio e junho. Quando o reajuste anual coincidir com o ajuste por faixa etária, o usuário poderá receber dois aumentos no mesmo mês. O índice autorizado pela ANS terá validade para o período de maio de 2015 a abril de 2016. O valor é bem superior às últimas correções autorizadas pela agência reguladora, que foram de 9,65% (de maio de 2014 a abril de 2015) e de 9,04%, em 2013. A elevação dos custos a um patamar mais elevado foi criticada pela presidente da Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor (Adeccon), Rosana Grinberg. “O consumidor já paga mensalidades altíssimas, que nem sempre garantem o atendimento adequado”, censurou. As entidades que representam as operadoras, por sua vez, defendem que o índice de correção autorizado pela ANS não chegaria nem a cobrir a planilha de custo das empresas. “A inflação de insumos médicos, equipamentos, medicações e honorários, além das contas fundamentais como água e energia têm pressionado às planilhas de gastos das operadoras. Esses custos subiram de 15% a 16% este ano”, ponderou o presidente regional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Flávio Wanderley. Em comunicado oficial, a ANS informou que a metodologia utilizada para calcular o reajuste leva em consideração “a média dos percentuais aplicados pelas operadoras aos planos coletivos com mais de 30 beneficiários”. A agência informou que a inclusão de novos procedimentos na cobertura dos planos e o impacto desses fatores exógenos nas despesas das empresas contribuiram para a atualização.

ATENÇÃOAOS BOLETOS

A operadora pode optar por um reajuste menor, mas ele não pode ultrapassar os 13,55%.

Fonte: Folha de Pernambuco

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