Ans delibera hoje sobre a Real Saúde

NA MIRA Motivada por reiteradas denúncias dos clientes de negativas de cobertura, agência divulgará resolução ordinária. Operadora tem 49 mil usuários no Estado

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga hoje uma resolução ordinária contra a operadora Real Saúde, por reiteradas negativas de cobertura para seus clientes. Com 49 mil usuários, a cada dia a operadora e a América Saúde, que faz parte do mesmo grupo empresarial, são acusadas pelos clientes de não disponibilizarem os serviços de saúde que elas são contratadas para entregar. Nas últimas semanas houve, ainda, diversos tumultos na frente da sede das empresas, por causa de usuários revoltados com o tratamento indiferente que vêm recebendo. O diretor-presidente interino da ANS, André Longo, reconhece que há um problema localizado em Pernambuco.

“Estamos preparando tudo para ser divulgado. Temos problemas graves, localizados em Pernambuco e tudo vem sendo monitorado pelos delegados da ANS. Eles produzem relatórios que servem de base para as medidas saneadoras que vamos tomar”, disse o executivo, salientando que o problema mais visível atualmente é a negativa de cobertura de vários procedimentos médicos.

Nos últimos dias, a agência passou a ser criticada por oferecer como opção de portabilidade justamente empresas com indícios de insolvência. Sobre isso, Longo argumenta que a realidade é muito dinâmica. “Há quatro meses a Real Saúde era a potencial compradora da Ideal Saúde (que saiu do mercado pelos mesmos problemas), tinha recursos e parceria com um banco (Gerador). Então, essa situação mudou muito rápido. A ANS está procurando, dentro do processo legal, ser o mais célere possível para tomar medidas que venham sanear os problemas de Pernambuco”, salientou. Sobre a mudança repentina, André Longo diz que isso não representa má-fé dos diretores dessas empresas, mas que essa questão sempre é analisada nesses casos.

O executivo argumenta que a agência tem de cumprir todos os procedimentos administrativos, como dar espaço ao contraditório, para evitar a recursos judiciais das empresas. “Há algumas, mesmo em Pernambuco, que estão no mercado sob força de liminar”, comentou Longo, referindo-se à Unimed Guararapes. A advogada da Real Célia Pessoa não foi localizada.

Fonte: Jornal do Commercio

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