Hoje, Dia Mundial de Combate ao Fumo, o Brasil tem o que comemorar. O número de fumantes masculinos saiu de 43,3% da população em 1989 para 18,9% em 2013. Entre as mulheres o índice caiu de 27% para 11% no mesmo período. Os avanços foram possíveis graças à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2003. A CQCT já foi ratificada por 180 países. No Brasil, ela é utilizada como mapa da Política Nacional de Controle do Tabaco (PNCT) e possibilitou ganhos significativos para a saúde pública no âmbito do controle do tabagismo. Antes da convenção, o Brasil detinha 40% da população fumantes no País. Hoje, o cigarro é cada vez mais isolado na sociedade. O tabagismo é definido como uma doença crônica caracterizada pela dependência da nicotina, com diversas repercussões danosas ao organismo. Um terço da população mundial adulta é fumante, sendo comprovado por pesquisas que 47% dos homens e 12% das mulheres fumam. Três milhões de pessoas morrem no mundo por ano devido ao tabagismo, sendo que no Brasil, ocorrem 200 mil mortes por ano. Estima-se que em 2020 morrerão no mundo, 10 milhões de pessoas. Basta manter um cigarro aceso para poluir o ambiente.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a fumaça do cigarro contém mais de 4700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono, além de substâncias cancerígenas, corantes e agrotóxicos em altas concentrações. O cigarro pode causar diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, impotência sexual, infertilidade, osteoporose, catarata, além de outros 50 tipos de doenças. Estudo internacional feito em 20 países, incluindo o Brasil, revelou que o brasileiro fumante consome, em média, 17 cigarros por dia. Ao considerar que um maço de cigarros fabricado no Brasil custa em média R$ 8, o usuário que consome diariamente um maço de cigarro, no fim do mês o gasto será de R$ 240. Já se o fumante consome dois maços por dia, ele vai precisar desembolsar R$ 480 mensais, ou seja, mais da metade de um salário minímo. Ao parar de fumar, os benefícios são muitos. Após 2 minutos a pressão arterial e a pulsação voltam ao normal. Após 3 semanas a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora. Após um ano o risco de morte por infarto agudo do miocárdio se reduz a metade. Após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram. Após 20 anos o risco de contrair câncer de pulmão será igual ao das pessoas que nunca fumaram. Fortalecimento da autoestima. Melhora do hálito e do cheiro. Melhora da coloração dos dentes e a vitalidade da pele. O saudoso Chico Anysio revelou, em entrevista, que só se arrependia de uma coisa na vida: “De ter fumado grande parte da minha vida. No momento, consegui parar, mas o estrago já foi feito”.
Fonte: Folha de Pernambuco



