Os usuários do Sassepe têm de recorrer à Justiça, ao Ministério Público Estadual, à Defensoria Pública e à Aduseps (Associação de Defesa dos Usuários dos Planos de Saúde de Pernambuco) para ter assistência. O próprio sindicato de classe fica de mãos atadas porque compartilha a gestão do plano com o governo. Renilson Oliveira, presidente do Sindserp, argumenta que o problema do Sassepe é financeiro. “O governo deixou de fazer o rateio das contribuições meio a meio. Hoje o servidor arca com 65% das receitas e o estado com 35%.”
Segundo Renilson, a tabela de honorários dos médicos, clínicas e hospitais está defasada e muitos prestadores de serviços estão se descredenciando. Acrescenta que os usuários do interior são mais prejudicados porque a rede assistencial é restrita. “Se não houver paridade nas contribuições o Sassepe vai quebrar e a responsabilidade é do governo”, dispara. A arrecadação é de R$ 12 milhões/mês.
A assessoria do Instituto de Recursos Humanos (IRH) encaminhou nota informando que o Sassepe recebeu investimentos de R$ 3 milhões no primeiro trimestre para melhorias no pronto atendimento e no ambulatório. Em relação ao call center, informa que a marcação funciona a contento e que em março foram agendados 17 mil atendimentos na rede própria e mais de 40 mil nos hospitais e nas unidades credenciadas.
Acrescenta que a partir deste mês haverá incremento na oferta de vagas na rede credenciada, além de contratação de mais 300 credenciados, totalizando mais de 60 especialidades. “Esta medida garantirá um aumento real das opções de atendimento dos usuários.” O IRH diz que está negociando com os médicos a tabela de honorários.
Em relação à demora das cirurgias informa que “a liberação de cirurgias de emergência é realizada no HSE e na rede credenciada de forma imediata, pois o Sassepe entende a necessidade de cuidados urgentes para pacientes com risco de vida. Já as cirurgias eletivas passam por processo legal e regulatório, comum a qualquer plano de saúde”.
Fonte: Diario de Pernambuco



