A neurologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Clélia Ribeiro, responsável pela descoberta, analisou 38 voluntários e chegou a essa conclusão após avaliar o histórico do sono e psiquiátrico dos pacientes. Estresse oxidativo (falta de oxigenação no cérebro) e distúrbios do humor foram detectados em 60% dos participantes que tinham apneia do sono.
Quanto maior a gravidade da doença, revela a pesquisa, maiores os riscos de o paciente apresentar também sintomas psiquiátricos. “A apneia causa repetidas pausas na respiração enquanto a pesssoa dorme. Isso acarreta momentos de baixa oxigenação do sangue e dos tecidos seguida de reoxigenação, levando o indivíduo ao ‘estresse oxidativo’”, explicou a neurologista.
A dona de casa Luciene Batista, 52 anos, conhece as consequências da apneia do sono. Há 12 anos, só consegue dormir sob o efeito de remédios. Quando não dorme, passa a noite fazendo serviços domésticos, dominada pela ansiedade. “Meus filhos dizem que ronco muito quando consigo dormir. Já fui diagnosticada com ansiedade e depressão. A falta de sono piora muito o quadro”, contou.
Fonte: Diario de Pernambuco



