Aprovado diagnóstico no HC

Depois de um dia marcado por muita confusão, o conselho universitário da UFPE aprovou, ontem, a realização de um diagnóstico sobre os problemas do Hospital das Clínicas (HC), ligado à instituição de ensino. O levantamento ficará a cargo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), criada pelo Ministério da Educação (MEC) para racionalizar a gestão de unidades de saúde vinculadas a universidades federais em todo o País. Trinta das 46 delas já estão sob a administração da Ebserh.

A reunião começou com clima tenso. Estudantes, servidores e técnicos administrativos forçaram a entrada no auditório da reitoria e exigiram participação no debate. Após mais de quatro horas de discussão, 34 membros do conselho votaram a favor e oito votaram contra o diagnóstico.

Diante do resultado, o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, garantiu solicitar ao MEC que a análise seja feita o mais rapidamente possível. “Vamos encaminhar esse documento a Brasília. Queremos que seja apresentada uma proposta de melhoria das condições do hospital. Acredito que um passo importante foi dado na direção de um novo momento”, afirmou. O prazo para início do diagnóstico, entretanto, não está definido. “Não podemos dizer quanto tempo levará essa etapa, mas temos interesse que seja logo.”

Em meio ao tumulto, o repasse da administração do HC para a nova empresa federal foi o assunto dominante do encontro, embora não estivesse na pauta. Quem defende a adesão acredita em melhorias. “O Hospital das Clínicas está na UTI há muito tempo e o problema não é da gestão atual, porque várias já entraram e saíram de cena e a situação só se agrava. A Ebserh é a nossa oportunidade de mudar esse quadro”, opinou Sílvio Caldas, chefe do serviço de otorrinolaringologia do HC e membro do conselho universitário.

Do outro lado, estão servidores que criticam a atitude do governo federal. “O Ministério Público informou que a nova empresa deveria contratar pessoal com regime jurídico único, mas o governo passou por cima disso e, agora, temos que optar por algo que desconhecemos por causa da situação precária do HC”, declarou Renata Severo, assistente social do hospital há dez anos.

Francisco Barros, professor da Faculdade de Direito do Recife e membro do conselho, ressaltou que a aprovação do diagnóstico não significa que a UFPE tenha optado pela adesão ao sistema previsto pelo MEC. “A questão da adesão deve ser votada em outro momento.” Para ele, alguns pontos do projeto ainda precisam ser esclarecidos.

Fonte: Jornal do Commercio

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