Arboviroses: situação ainda é de alerta em PE

Dengue, chikungunya e zika ainda em situação de alerta no Estado. Essa foi a avaliação da coordenadora de Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes, sobre o atual momento das três doenças. Se no começo do ano, a média semanal de casos suspeitos das doenças chegou a quatro mil notificações, com um ápice cerca de 5,5 mil na penúltima semana de janeiro, hoje a situação é mais tranquila. Dos boletins divulgados a partir de agosto até hoje a média de notificações por semana é de 2,8 mil. Apesar da redução, o risco permanece, uma vez que é a partir de agora, período mais quente, que tradicionalmente aumenta a incidência. O balanço divulgado ontem pela SES aponta que já são 165.284 notificações de arboviroses neste ano. Os confirmados chegaram a 48.768 e os descartes são 45.667. Claudenice esclareceu que só existe o parâmetro para identificar epidemia de dengue, que considera o município em risco quando há 300 para cada 100 mil habitantes doentes. Segundo esse critério, só existe, agora, uma cidade inserida na lista de epidemia: São João, com 325,85 de incidência. No entanto, a situação não é comportável para nenhum município pernambucano. “As cidades não reduziram casos, mas saíram do pico. Ainda estamos em alerta porque a transmissão continua ativa”, destacou. A especialista comentou que foi percebida uma desaceleração nos casos a partir de junho, período que historicamente já há redução de casos de dengue. Essa freada acontece por fatores climáticos e ambientais, com uma queda na densidade vetorial do Aedes aegytpi. De acordo coma coordenadora, o desafio está em manter os atuais índices por mais tempo e evitar uma nova explosão de casos de dengue, zika e chikungunya. Um dos pontos críticos dessa luta contra as arboviroses está no Interior. “O Agreste está todo em colapso de abastecimento, por isso devemos reforçar as intervenções nos espaços usados para armazenamento de água”, disse. Mortes Os óbitos por suspeita de arboviroses já são 309, 17 amais em relação à última semana, quando as mortes suspeitas eram 292. Já foram confirmadas 88 (uma amais em relação ao último boletim), sendo 18 mortes por dengue, 54 para chikungunya e 16 para dengue e chikungunya. Microcefalia Já são 2.120 casos notificações de microcefalia no Estado, sendo 378 confirmados e 276 em investigação. Há ainda 84 óbitos em investigação, com quatro confirmados com microcefalia sugestiva de estar relacionada à infecção por zika e dois foram descartados. O boletim ainda aponta 4.459 gestantes com exantema e 30 confirmações de microcefalia intra-útero.

Fonte: Folha de Pernambuco

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