O Instituto de Medicina Integrada Fernando Figueira (IMIP) enfrenta sérias dificuldades financeiras. A diretoria salientou que a instituição já passou por vários momentos difíceis, durante sua existência, mas nenhum com a dimensão de agora. Fundado em 1960 por Fernando Figueira e outros médicos, com a denominação de Instituto de Medicina Infantil de Pernambuco, inicialmente prestava atendimento apenas na área pediátrica. Em seguida, ampliou suas atividades para as especialidades de ginecologia e obstetrícia, passando a ser denominado Instituto Materno-Infantil de Pernambuco. Após o falecimento do seu principal criador, tornou-se Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, mantendo-se o acrônimo IMIP como sua identificação mais conhecida. Na sua trajetória cinquentenária e filantrópica, exerce atividades fundamentais nas áreas de assistência médico-social, ensino, pesquisa e extensão comunitária. É importante destacar que o IMIP possui uma história de dedicação exclusiva ao atendimento da população carente deste Estado, mediante convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo, ainda, reconhecido como um centro de referência em diversas especialidades médicas no País e no mundo. O IMIP tem mais de mil leitos que o possibilitam realizar cerca de 600 mil atendimentos anuais, tendo sido o primeiro hospital do Brasil a receber o título de “Hospital Amigo da Criança”, concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS)/UNICEF/Ministério da Saúde em reconhecimento ao trabalho de incentivo ao aleitamento materno num período, cuja prática era rara no País e no mundo. Consoante informações da sua diretoria, não há precedente de uma crise financeira tão grave como a atual, de certa maneira uma consequência dos problemas que afetam o Brasil e Pernambuco neste momento. A realidade demonstra que o IMIP precisa superar essa situação de extrema gravidade, para continuar prestando assistência de qualidade à saúde da população. A prestação de serviços está sendo prejudicada com o atraso de repasses financeiros, causando déficits que comprometem a sobrevivência da instituição que é compelida a postergar o pagamento de salários de seus servidores, impondo-se que se normalize o funcionamento do IMIP, a fim de poder prosseguir prestando relevantes serviços à população mais pobre do nosso Estado durante décadas.
Fonte: Folha de Pernambuco



