Alguns mitos rondam a relação entre alimentação e câncer de mama. De acordo com a mastologista membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia Marina Ávila, por exemplo, não existem pesquisas atestando que frangos produzidos em larga escala oferecem substâncias que podem estimular o surgimento do câncer de mama. O mesmo acontece com os agrotóxicos. “Não existe nada que relacione, mas o que se tem noção são os efeitos prejudiciais à saúde como um todo”, afirma a médica.
Por outro lado, alguns alimentos são apontados por pesquisas como poderosos no combate ao câncer de mama. O azeite de oliva extra-virgem e as oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, avelãs) devem estar presentes na dieta das mulheres. “Elas (as oleaginosas) são carregadas de nutrientes que trazem vários benefícios à saúde, como as gorduras monoinsaturada e poliinsaturada, vitaminas e minerais”, destaca.
Também é comprovado por estudos que a alta ingestão de álcool pode causar a doença. “Existe uma pesquisa de 2010 que aponta que basta uma dose de bebida alcoólica por dia para aumentar o risco de as mulheres desenvolverem câncer de mama em 5%”, pontua. A conclusão é de uma revisão de 113 estudos feita por pesquisadores da Alemanha, França e Itália publicada em 2012 no periódico Alcohol and Alcoholism. Para mulheres que bebem mais – três ou mais doses por dia – o risco de ter a doença aumenta em 50%.
Fonte: Diario de Pernambuco



