Médicos mantém paralisação novamente por 72 horas
Os médicos da Prefeitura do Recife aprovaram em Assembleia Geral (AGE), nesta quarta-feira (06/12), no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), na Boa Vista, a continuação do movimento com nova paralisação de 72 horas nos próximos dias 19,20 e 21 deste mês. Os profissionais demonstraram, mais uma vez, sensação de inconformismo em relação à municipalidade que vem tratando a pauta de saúde com descaso. Existe uma série de dificuldades enfrentadas pela categoria, como por exemplo, a insegurança nos postos de saúde, desabastecimento de medicamentos, condições precárias e improvisadas de trabalho, déficit de recursos humanos e reajuste salarial. Uma nova AGE da categoria foi marcada para o dia 21/12, na sede da AMPE, a partir das 14h.
Não podemos mais suportar esse silêncio que o PSB vem submetendo a saúde
“Não há avanço nas negociações, há frequentes afirmações de que se está aberta ao diálogo, mas em nenhuma proposta efetiva para melhoramentos, data, estipulação de prazos para concurso público, nomeações de novos profissionais, reajuste da categoria, plano de abastecimento sólido, que não falte medicações nos postos, reestruturações da segurança e físicas dos postos de saúde e das maternidades. Não podemos mais suportar esse silêncio que o PSB vem submetendo a saúde. É lamentável e nós vamos intensificar cada vez mais esse movimento”, comentou o presidente do Simepe, Tadeu Calheiros.
CAPS José Carlos Souto recebe o selo “GeJa de Falta de Gestão”
Na última terça-feira (05), representantes do Simepe e profissionais da área municipal de saúde visitaram o Centro de Atenção Psicossocial José Carlos Souto, localizado no Torreão. Essa ação aconteceu em paralelo com a paralisação de advertência dos médicos do Recife, visando à melhoria da segurança dos pacientes, profissionais e de melhores condições de estrutura para os atendimentos. Ausência de faixas de contenção, paredes mofadas, teto desmoronando e estruturas inadequadas são alguns dos problemas encontrados nesta unidade de saúde. De todos os cinco CAPS, esse é o único que possui um veículo para remoção de pacientes e o mesmo se encontra quebrado. A falta de remédios importantes para o controle de distúrbios mentais, como Fenergan, Amitriptilina e Fluoxetina, é o principal agravante.
Médico, o Sindicato é você! Não há sindicato sem luta. Não há luta sem sindicato!
Recife, 10 dezembro de 2017



