Aumenta a suspeita de zika vírus no Estado

Negativo para a dengue. Esse oi o resultado das primeiras mostras de um estudo realizado pelo médico Carlos Brito unto com a Fiocruz. O levantamento vai identificar o vírus que está provocando o adoecimento da população, tendo como sintomas manchas e coceira, dores pelo corpo e febre baixa. A pesquisa está avaliando cerca de 300 amostras de sangue de pacientes atendidos em hospitais particulares do Recife e que apresentaram esse quadro. O resultado reforça a esse da chegada do zika vírus, que já foi confirmado nos estados da Bahia e Rio Grande do Norte. Até então, a misteriosa virose vinha sendo tratada como caso suspeito de dengue em todo o País. “Já sabíamos que a característica clínica não era de dengue, mas o município insistiu m uma análise realizada de forma inadequada comos pacientes”, afirmou Carlos Brito, que também é membro do Comitê Técnico do Ministério a Saúde (MS) da Dengue e Chikungunya. Isso, segundo rito, aconteceu por desconhecimento da possibilidade e outro vírus fora a dengue, já que a Capital vive também um surto da doença. De acordo com ele, o boletim completo o estudo que atestará a presença do zika ou outra virose erá divulgado em algumas semanas. Contudo, uma reunião marcada para a próxima semana, em Brasília, pode ser uma prévia sobre um novo posicionamento do MS quanto ao zika. Assim como Carlos Brito, outros especialistas em dengue e virologia foram convocados para o encontro no ministério a fim de discutir um manual de atualização dos protocolos de dengue e também para formular um manual de orientação para a Zika. O coordenador do Centro de Pesquisa em Virologia na Universidade de São Paulo, professor Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, também acredita na chegada do zika em vários estados. “O vírus africano Zika poderia ser introduzido no País e acho que isso já aconteceu, pois temos plenas condições para a manutenção dele na natureza e para a sua transmissão ao homem. Não creio que fosse possível barrar a entrada do vírus Zika no Brasil ”, avaliou o especialista sobre a atual situação epidemiológica. Já o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, foi comedido em apostar na descoberta de casos da doença entre os recifenses. “No Brasil temos alguns e poucos casos identificados de zika no estado do Rio Grande do Norte e Bahia. Estamos aguardando os laboratórios de referência do Ministério da Saúde nos daremos resultados para as amostras do Recife”, contou. Mesmo no caso de confirmação do novo vírus, o trabalho da Prefeitura do Recife deve ser o mesmo já realizado contra a dengue. “Não muda o trabalho. Primeiro porque o agente transmissor, ou seja o mosquito Aedes aegypt, é o mesmo para as duas doenças. Segundo, de todas as viroses cogitadas, seja ela zika vírus, seja chikungunya, essas apresentam baixa letalidade, ao contrário da dengue que pode matar. Nossa ação encara hoje que a dengue é um problema real e com o qual estamos lidando. Caso haja a confirmação laboratorial de outros vírus, isso vai nos ajudar a explicar de certa maneira os fenômenos que temos vivido, mas não muda a nossa abordagem dos problemas”, destacou.

Exército reforça combate à dengue

Catorze bairros dos oito distritos sanitários do Recife começaram a receber a lista de homens do Exército a operação contra a dengue. O reforço de 150 militares, que foram integrados aos quase mil gentes de vigilância ambiental da Cidade, terá duração de um mês. Os soldados serão distribuídos por grupos. Para cada cinco eles haverá o apoio de gente da Prefeitura na coordenação dos trabalhos a área. “Com o apoio dos soldados do Exército vamos conseguir ampliar em 30% a capacidade de visita domiciliar. Esperamos chegar a 90 mil domicílios inda nessas próximas quatro semanas”, disse o secretário de Saúde, Jailson Correia. Plantões extras iniciados em março pela estão municipal já vistoriaram 42,7 mil imóveis, as a Capital possui 670 mil residências. Os primeiros bairros a ispor do contingente militar são: Morro da Conceição, Jordão, Imbiribeira, Pina, Areias, Jardim São Paulo, Jiquiá, Afogados, Várzea, UR7, Casa Amarela, Campo Grande, São José e Coque. O roteiro de bairros da próxima semana será divulgado nos próximos dias, mas a meta é que os militares passem pelos bairros onde há maior infestação do mosquito e também maior número de pessoas doentes. A presença dos soldados foi comemorada pela população do Morro da Conceição. “Já sabia que eles viriam. Acho bom esse apoio. É mais gente na rua para ajudar”, disse Luiza da Silva, 76 anos. Na casa dela, reservatórios de água foram tratados e focos de mosquito eliminados. O chefe do Departamento de Comunicação do Comando Militar do Nordeste (CMNE), coronel Keunny Raniere, destacou que o CMNE participou de campanhas contra a dengue em 2010, depois em 2013. “O reforço de pessoas atuando contra os focos se reveste de eficácia muito grande. Porque quanto mais gente trabalhando, conscientizando a população e dando segurança, mais rápido conseguiremos evitar que essa epidemia se alastre, a população não sofra e tenhamos o controle”, avaliou. Uma notícia positiva no cenário de dengue foi divulgada ontem: a diminuição, mesmo que pequena, do índice de infestação do mosquito. Nos primeiros dois meses do ano, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypt (LIRAa) foi de 2,8 imóveis com focos para cada 100. E agora caiu para 2,4. Para Correia, não é hora de comemorar já que é necessária a observação na redução sustentada de casos de doentes para só então falar de um controle. Ainda há bairros com LIRAa muito alto como Várzea (9,1), Alto José Bonifácio (8,8) e Jordão (8,1). Já o número de pessoas confirmadas com dengue chega a 3.433 até o dia 13 de maio, o que representa um aumento de 1.162,1% na comparação com o mesmo período de 2014.

Fonte: Folha de Pernambuco

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