Pernambuco não teve o que comemorar no Dia Nacional de Doação de Cordão Umbilical, celebrado ontem. A novela em torno da abertura do banco público de cordão do Hemocentro de Pernambuco vem se arrastando desde 2011, e deve gerar novos capítulos. A morosidade na inauguração do espaço foi denunciada pela ONG Amigos do Transplante da Medula Óssea (ATMO) à Folha em maio. Na ocasião a direção do Hemope informou que o funcionamento aconteceria em junho. Agora, espera-se que o novo prazo – novembro deste ano – seja cumprido.
A diretora de Hemoterapia, Elizabeth Vilar, diz que tudo já se encontra pronto. O problema está, apenas, na liberação do Sistema Nacional de Transplante e do Ministério da Saúde para que o banco estadual possa começar a receber as doações. “Ainda não recebemos a autorização porque foram pedidas documentações complementares, que já foram enviadas”, justificou. Segundo ela, a unidade já faz congelamentos testes, e conta com 18 cordões doados. O material, infelizmente, não poderá ser aproveitado quando o Governo Federal autorizar, porque se trata de base de teste. Quando ativo, o banco coletará doações que serão disponibilizadas na rede nacional de cordão umbilical, ajudando pessoas em todo o país.
“Estamos jogando célula tronco que poderia estar salvando gente em todo o mundo”, lamentou a presidente da ATMO, Liliane Peritore. Segundo ela, 32 pernambucanos, hoje, esperam por doadores e poderiam ser beneficiados com o banco público de cordão. Liliane se queixou ainda que a associação ficou de fora do projeto do centro e que teve informações negativas sobre a obra. “Está pronto (o espaço), mas soube que há problema de engenharia de construção e que poderia até ser transferido”, comentou. A informação foi rebatida por Elizabeth que garantiu que o centro funcionará no Hemope.
Fonte: Folha de Pernambuco



