Muitos bebês diagnosticados com essa condição morrem dias após o nascimento. Os que sobrevivem são submetidos a um tratamento desde os primeiros dias de vida. Por conta disso, os médicos mal puderam acreditar que Scarlett conseguiu sobreviver quatro meses com a doença, sem nenhum acompanhamento médico específico.
A hipoplasia no coração costuma ser identificada no bebê na 22º semana de gestação. Curiosamente, isso não aconteceu enquanto a mãe, Nichola, estava grávida. Ela conta ter suspeitado que a filha tivesse algo de errado ao comparar a personalidade de Scarlett com a do irmão Nathanial, de um ano e 11 meses.
Segundo Nichola, o filho mais velho é ‘um menino feliz’, enquanto a menina se mostrava o tempo todo contrariada e costumava chorar e gritar várias vezes, aparentemente sem motivo. Foi aí que a mãe resolveu levar a bebê ao hospital para uma consulta.
Nichola, que achava que a filha talvez estivesse sofrendo de asma, mal pôde acreditar que na verdade Scarlett não tinha metade do coração desenvolvido. Os médicos disseram que a menina tinha ultrapassado várias barreiras por ter passado tanto tempo sem tratamento.
Após duas cirurgias complicadas no coração, a criança poderá ter uma infância normal, segundo os médicos. No entanto, ela irá precisar de um transplante de coração para chegar à adolescência.
Fonte: Diario de Pernambuco



