RIO – Três em cada quatro brasileiros buscam atendimento médico na rede pública, e os postos de saúde são o lugar preferencial de 47,9% da população, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo levantou também que 10,6% dos adultos – 15,5 milhões de pessoas – já se sentiram discriminados ao serem atendidos por profissionais de saúde, principalmente por classe social, tipo de ocupação, doença e cor da pele.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por 65,7% das internações de 24 horas ou mais, com as maiores taxas no Nordeste (76,5%) e Norte (73,9%). Dos brasileiros que procuraram atendimento nas duas semanas anteriores à pesquisa, 95,3% conseguiram de primeira. “No Brasil se criou uma imagem de que há negativa de atendimento, o que não existe de verdade”, disse o ministro Arthur Chioro.
Curiosamente, a PNS também revela que gripes e resfriados são os principais motivo de faltas ao trabalho. O levantamento mostrou que 17,8% dos brasileiros que faltaram ao trabalho ou deixaram de estudar pelo menos um dia alegaram ter tido gripe ou resfriado.
A pesquisa foi feita em 2013, em 62,9 mil domicílios em todos os Estados da federação. O estudo é inédito e não tem, portanto, base de comparação. Ainda que virais, a gripe e o resfriado têm diferenças. O Ministério da Saúde promove desde maio uma campanha de vacinação contra a gripe. Mais de 23 milhões já foram vacinadas.
SEGURANÇA
A mesma pesquisa indica que 20,6% da população adulta não utiliza o cinto de segurança no banco dianteiro. Quando o passageiro se encontra no banco traseiro o percentual sobe para 50%. Já 16,6% admitiram não fazer uso do capacete.
Fonte: Jornal do Commercio



