Para o pneumologista Celso Rodrigues, a saúde brasileira saiu vitoriosa com a decisão da Anvisa de proibir aditivos, e poderá servir de exemplo para muitos países. “O resultado foi excelente para que os jovens não venham a experimentar o cigarro. O cigarro natural não é uma coisa apetitosa e só serve para quem é dependente e vai atrás de nicotina”, afirma o especialista. De acordo com pesquisa realizada pelaFiocruz, 58,2% dos meninos e 52,9% das meninas de 13 a 15 anos que já experimentaram cigarro preferem o produto com sabor.
Há um mês, a Anvisa optou por protelar a apreciação da resolução, embora o tema estivesse em discussão no órgão desde 2009, quando foi incluído na agenda regulatória. Em seguida, o assunto foi amplamente debatido por meio das consultas públicas. Desde então, a Anvisa sofreu pressões da indústria do tabaco, que tinha por objetivo flexibilizar a regra. Nas semanas anteriores à votação de ontem, representantes do setor se reuniram para fazer um apelo aos ministros Mendes Ribeiro (Agricultura) e Ideli Salvati (Relações Institucionais) para que fossem considerados os impactos socioeconômicos das medidas restritivas da Anvisa.
Fonte: Diario de Pernambuco



