SÃO PAULO (AE) – O Brasil manteve o 16º lugar no ranking de países campeões em casos de tuberculose. Ano assado foram registrados 7.966 casos da doença, com o eficiente de incidência de 3,5 casos por 100 mil habitantes. Em 2013, haviam sido notabilizadas 71.123 infecções. Em um ano, a redução e casos foi de 4,4%. A taxa e mortalidade em 2013 foi e 2,3 óbitos por 100 mil habitantes, 20,7% mais baixa o que havia sido registrado m 2003, com 2,9 mortes a ada 100 mil. Os números oram apresentados na Câmara dos Deputados durante sessão solene pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose. “Progredimos, mas há ainda muito o que avançar”, afirmou Carlos Basile, da Parceria Brasileira contra Tuberculose. Em seu discurso, ele disse estar preocupado com a redução da vacina contra a doença em postos de saúde, identificada no último mês em razão de problemas de abastecimento. De acordo com o Ministério da Saúde, a situação deverá ser regularizada até o início de abril. Semana passada, foram entregues 18 mil doses. No próximo dia 31, seguem mais 522 mil e no dia 2 de abril, as 410 mil doses restantes para abastecer os estoques. O ministro atribuiu as dificuldades enfrentadas na entrega de vacina contra tuberculose ao atraso na obtenção do certificado de boas práticas do laboratório fabricante, a Fundação Ataulpho Paiva e a problemas de abastecimento de água na fábrica. Uma das estratégias consideradas essenciais para o controle do número de casos da doença é o diagnóstico rápido da infecção. Atualmente, 94 municípios e o Distrito Federal, capitais e cidades consideradas estratégicas, dispõem de teste rápido. As cidades contempladas atualmente pelos testes rápidos respondem por 60% dos números de casos. “Ainda consideramos a tuberculose como um grande desafio”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O ministro observou que as taxas da doença são significativamente altas em dois grupos: população carcerária e moradores de rua. O ministro lembrou ainda que a doença é muito desigual no País. Amazonas e Ri lideram com números d casos. “Estamos lidando com uma doença multifatorial: condição social, de mo radia e de vida são preponderantes para determinar risco da doença”, disse. El lembrou que na população indígena o risco de ter doença é três vezes maior do que a população em geral. Na população de rua o risco é 47 vezes maior. “ sucesso das ações está liga do a uma aliança de vário setores da sociedade”, de fendeu.
Pernambuco tem a 4ª maior taxa
Tosse persistente, febre vespertina, sudorese noturna, falta de apetite e emagrecimento. Quem já passou por esses sintomas, sabe o mal causado pela tuberculose, responsável por, em média, 4,5 mil novos casos anualmente em Pernambuco. Desses, 350 resultam em morte. O Estado ocupa o quarto lugar com taxa de incidência de tuberculose no País. Já o Recife, desponta como a terceira capital em número de casos (104,8 casos por 100 mil habitantes em 2013), de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Para chamar a atenção do público sobre o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, comemorado hoje, diversas ações serão realizadas em todo o Estado, com o tema “Tuberculose: diagnosticar, tratar e curar”. A campanha será realizada vários municípios entre ele, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho. Na Capital, a ação acontece das 8h às 13h, no Centro Pop Glória, no bairro da Boa Vista, área Central do Recife. A dona de casa Valdemira Floriano da Silva, de 52 anos, começou a apresentar os sintomas clássicos da doença durante o Carnaval deste ano. Com muitas dores pelo corpo, febre e dores de cabeça, ela começou a estranhar o fato de os remédios comprados em farmácia não mudarem o seu quadro clínico. “Você pensa que é uma virose, que vai passar logo. Mas, a situação foi se agravando, as dores aumentando e a febre também. Sei que o tratamento é longo, podendo ser até mais de seis meses. Mas, eu vou passar a me cuidar mais, principalmente, na alimentação”, assegurou Valdemira, que está internada no Hospital Oswaldo Cruz há quase dois meses.
Fonte: Folha de Pernambuco



