Burocracia atrapalha liberação de remédios

RIO DE JANEIRO (ABr) – Deixar de fornecer remédios à ase de substâncias derivadas a maconha é uma crueldade contra pacientes que têm doenças crônicas. A opinião é do professor e diretor titular do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o neurocientista Sidarta Ribeiro, um dos mais importantes pesquisadores da rea. Segundo ele, a maconha utilizada em vários países ara alívio da dor e do sofrimento, mas no Brasil, o uso esarra em falta de regulamentação e de conhecimento de órgãos de classe, que dificultam o tratamento. Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa) só permite a importação de uma substância da maconha das mais de 80, o caabidiol. Dessa forma, restringe o uso da própria substância por não fazer controle e qualidade e por não regular a produção nacional, que poderia baixar custos. “Qual a justificativa para um paciente com câncer terminal, que está morrendo de dor, não ser medicado? A medicina brasileira vai ficando para trás (Ao não aceitar remédios da planta)”, afirmou Ribeiro. Segundo a organização Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal, as doses importadas chegam a custar entre R$ 1,5 mil e R$ 15 mil. Na medicina, outra mudança recomendada pelos especialistas para facilitar o acesso a tratamentos com medicamentos à base de substâncias da maconha é a flexibilização de norma do Conselho Federal de Medicina, de 2014, que só permite o uso do canabidiol em crianças e adolescentes com epilepsia e que não respondem ao tratamento convencional. “Não há comprovação científica suficiente para que o CFM reconheça esse fármaco como eficiente”, alegou o conselheiro da entidade, Salomão Rodrigues.

Fonte: Folha de Pernambuco

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