Na manhã desta terça-feira (20.12), representantes do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Conselho Regional de Medicina e da prefeitura do Cabo de Santo Agostinho estiveram reunidos no Cremepe visando discutir soluções para os problemas na maternidade Padre Geraldo Leite Bastos, no bairro de Ponte dos Carvalhos. No último domingo (18.12), a unidade sofreu duas tentativas de arrombamento na mesma noite, o que causou uma sensação de medo e insegurança, tanto para os profissionais como para os pacientes do local.
Estiveram presentes a diretora do Simepe, Malu David; o vice-presidente, o tesoureiro e o 2º secretário do Cremepe, José Carlos Barbosa, Ricardo Paiva e Roberto Tenório, respectivamente; o secretário de saúde do Cabo, José Carlos de Lima, além do diretor da maternidade e da diretora técnica da unidade, Carlos Eduardo Albuquerque e Danielle Oliveira.
No encontro que durou mais de 1h, além da questão da insegurança, foram colocadas em discussão as escalas de plantões incompletas e falta de ambulância em condições adequadas. Depois da reunião, ficou acordado que a partir desta terça-feira será garantida a segurança dos profissionais que trabalham no local, com a presença da polícia militar e da segurança armada do próprio município.
Também ficou acertado que a partir de janeiro, a escala de médicos estará completa na maternidade, com o número adequado de profissionais para a unidade. No restante de dezembro, os plantões deficientes, serão restritos e funcionarão apenas o setor de triagem e de partos em período expulsivos. Por fim, as médicas que estava na maternidade no dia do incidente, serão afastadas por 15 dias da atividade profissional no local, em decorrência dos danos emocionais sofridos no dia do ocorrido.
Após a reunião, a diretora do Simepe, Malu David, avaliou o encontro. “Os gestores estão tentando resolver os problemas apresentados e garantiram melhorar a segurança desde já, e os plantões a partir de janeiro. Os concursados já estão sendo chamados e devem compor o quadro a partir do primeiro mês do ano. Frisamos também a questão salarial, pois a baixa remuneração é um dos motivos para o médico não continuar trabalhando no local”, ressaltou.



