As calçadas dos hospitais públicos no Recife dizem da urgência com que deve ser tratado o comércio informal no entorno dessas unidades. Do Hospital da Restauração podemos colher elementos para nortear saídas para o emaranhado de barracas nos hospitais das Clínicas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães e de Areias. Com um centro de 38 boxes em que os proprietários hoje são formalizados, o Restauração está a anos-luz da imagem da década passada, quando ambulantes improvisavam de telhados a pias de lavar panelas e talheres para atender diariamente centenas de pacientes e parentes desses. Foram cerca de quarenta anos para se alcançar o atual estágio, o que garantiu aos comerciantes melhor estrutura e aos usuários, alimentos produzidos em melhor condição de higiene. Ganhos que deveriam ter ocorrido nas outras unidades de saúde, mas que por motivos diversos, desde a prioridade atribuída ao assunto à falta de recursos, continua à mercê do poder público. E novamente em abril, como em 2015, o comércio informal nos hospitais será assunto de audiência na Câmara de Vereadores. Está marcada para esta quarta-feira, às 9h, no plenarinho. Que desta vez o calor do debate sirva para tirar a solução do papel.
Fonte: Diario de Pernambuco



