Campanha para reduzir índices de mortalidade

Reconhecido internacionalmente, o movimento Outubro Rosa promove a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. No Recife, a campanha contra o mal invadirá a cidade de uma forma inusitada e delicada: colorindo, por intermédio de iluminação, as fachadas do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP) e da Assembleia Legislativa (Alepe) de cor-de-rosa. Além disso, também haverá distribuição de materiais educativos nas ciclofaixas da cidade durante todos os domingos do mês. O objetivo dessa grande mobilização é nobre:tentar reduzir os índices de mortalidade em território nacional pois, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença é a principal causa de morte das brasileiras.

A programação do movimento também inclui ciclo de palestras oferecido por mastologistas no HCP, um chá beneficente, que será realizado no dia 20, e a reinauguração do espaço Marta Rabêlo, com ação contínua de doações de próteses externas de mama, no fim do mês. Além disso, um quiosque do HCP está montado no shopping RioMar para reforçar a divulgação da campanha e realizar a venda de camisas, que é a fonte de renda para que a instituição adquira novos equipamentos.

Apesar da realização constante da campanha no Brasil desde 2008, a quantidade de mulheres diagnosticadas quando o estágio da doença já está avançado ainda é alta. Em Pernambuco, o HCP não chega a realizar os 50 exames diários de mamografia oferecidos pela instituição, de acordo como diretor técnico da instituição, Fábio Malta. “Realizamos 50% da nossa capacidade de exames durante o ano. Esperamos que coma campanha as vagas diárias de exames sejam preenchidas”, complementa.

Para realizar a mamografia, basta que mulheres, a partir de 40 anos, compareçam ao HCP portando documentos pessoais. O exame é oferecido gratuitamente e deve ser feito anualmente. Quando diagnosticado em fase inicial, existem 95% de chances da recuperação total do câncer. Segundo a mastologista Denise Sobral, a cirurgia de mastectomia, remoção completa da mama, é cada vez menos realizada. “Com os novos tratamentos e drogas é possível, até mesmo, conservar as mamas das mulheres em estágios avançados”, explica a médica.

Diagnosticada com câncer de mama há três anos e hoje curada através da mastectomia, Cícera Ângela Barbosa, de 46 anos, carrega no peito uma fita rosa e a sensação de viver novamente. Para ela, o primeiro exame, que deveria ser um ato preventivo, foi feito tardiamente e acusou a doença no estágio avançado. “Hoje tenho uma vida normal e sempre recomendo o exame para que não aconteça com outras mulheres a mesma coisa”, ressalta.

Fonte: Folha de Pernambuco

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